Filosofia Oriental e Espiritualismo Prático

Últimos assuntos

Navegação

Parceiros

Fórum grátis

    A IGNORANCIA DO HOMEM

    Compartilhe

    Convidad
    Convidado

    A IGNORANCIA DO HOMEM

    Mensagem  Convidad em Ter Jul 19, 2011 4:50 pm

    Amigos, me perdoem pois alguns já leram esta mensagem.

    A IGNORÃNCIA DO HOMEM

    Estamos aqui, respirando, pensando, existindo. Nasce o sol, vem a noite, o frio, o calor, desfrutamos, sofremos e passamos por tantas coisas...
    Mas, o que é isso que denominamos vida? Isso que denominamos morte? Por que estamos aqui? Onde estávamos? E, para onde vamos? Podemos ir-nos quando quisermos? Podemos pedir para vir ou para ir? A quem? Temos como ou a quem nos queixar se estivermos aqui contra nossa vontade ou sofrendo?
    Tudo é um tremendo mistério. Nossa ignorância sobre isso é total. Como viemos a isto que chamamos de existência? O que é isso a que damos o nome de ‘eu’? O que sou eu? Haverá alguma razão para tudo isso? Fomos criados por uma inteligência superior? Como o universo surgiu um dia? De um ‘big bang’, explica a ciência de hoje. Mas, o que deu origem ao ‘big bang’? Uma singularidade, um ponto infinitamente pequeno no qual estariam concentradas todas as possibilidades. E desse ponto surgiu uma força dotada de tanto poder que, bilhões de anos após seu advento, ainda está em expansão, movendo um sem número de sóis, estrelas e galáxias! Será que, vamos compreender algum dia? Haverá um plano, um objetivo a ser atingido? Ou eventos, fenômenos, tudo está fluindo aleatoriamente, sem qualquer finalidade? Quantas interrogações que ninguém sabe responder!
    Nós não sabemos nada! Nossa mente não é sequer capaz de imaginar um universo ou qualquer coisa que seja infinita; ou mesmo de imaginar um universo finito; ou algo eterno, isto é, que não teve começo e que não terá fim no tempo.
    Homens sábios deixaram recomendações sobre como proceder para encontrar essas respostas. Mas, seus ensinamentos chegaram até nós de modo a não deixar dúvidas? Sabemos que não! É provável que aqueles que interpretaram suas palavras o fizeram de forma imperfeita. Senão, como explicar a existência de teorias, crenças e suposições tão diferentes? Pontos de vista tão conflitantes que têm provocado até guerras? Qual o significado de tudo isso que está aí, à nossa frente, em torno de nós, isso que dizemos ser nosso mundo, nossa vida?
    E por que alguns possuem essa enorme vontade de encontrar respostas a essas questões? Porque essas perguntas, que ninguém sabe responder, perturbam tanto alguns e não outros?
    É verdade que quando tudo está transcorrendo sem qualquer problema, ou quando tudo está muito mal, o homem nem reflita acerca desses assuntos. Para quê, se tudo vai bem? E se tudo vai mal, haverá tranqüilidade para procurar os porquês de tudo isso?
    O fato é que estamos aqui, e aqui, irremediavelmente presos. Se observarmos o que ocorre em torno e dentro de nós, vamos perceber que a vida traz para a maioria, se não para todos, muito mais desgostos, e sofrimentos do que alegrias. Todos estamos cansados de saber que é assim. Os fatos estão aí, à nossa volta, nas conversas de todos, em toda a historia do ser humano, nos noticiários, em nossa própria família, em nós mesmos.
    Tragédias trazidas pelas forças da natureza ou pelas ações dos homens, doenças e epidemias, violências e guerras, discórdias e incompreensões, ignorância, perdas, dores morais ou físicas, inveja, preocupações, ansiedade, medo, ambição, cobiça, miséria, fome, injustiça, dúvidas, desejos de toda espécie que não se concretizam e muito mais. Talvez, só não perceba que é assim aquele que ainda não chegou à idade da reflexão, de observar aquilo que está acontecendo em torno e dentro dele mesmo; ou aquele que está fechado no que diz respeito apenas ao seu próprio ego.
    Mas, mais dia, menos dia, o sofrimento chega para todos. A perda de um ser querido, a dor, a doença, a falência, a demissão, o amor não correspondido; o medo de não conseguir o que desejamos e, se o conseguimos, o medo de perdê-lo; a luta pela subsistência, o receio de não darmos conta de nossas obrigações, o fracasso, a cruel competição entre todos, a violência, a traição, a luta para conservar a saúde, a juventude, a beleza, o que amamos, o que conseguimos a duras penas, as injustiças e tantas coisas mais.
    Os momentos de alegria e tranqüilidade, comparados a isso, são tão poucos!
    É provável que, desde sempre, o homem tenha procurado explicações para essas coisas que o acometiam e que o perturbavam. No início, deve ter-lhe nascido o medo daqueles fenômenos e coisas que não compreendia, mas que o inquietavam: o escuro e estranho firmamento repleto de pontos luminosos, o sol aquecendo e espantando a escuridão da noite cheia de medo e de predadores, o frio e o calor, a fúria das tempestades, terremotos, vulcões, inundações; fome, doenças, dores, etc.
    Primeiro, deve ter sentido medo; depois, deve ter mostrado respeito, chegando a reverenciar aquilo que desconhecia, mas que era tão poderoso.
    A imaginação, as crenças sem fundamento devem tê-lo perturbado por muito tempo. Tentou agradar e chegou até a endeusar aquelas forças que não compreendia; não há como duvidar que sempre, por trás de tudo isso, estava o medo nascido de sua absoluta impotência frente àquelas forças poderosas. Assim, viveu longas eras, cheio de ansiedade e angústia.
    A submissão, adorações e súplicas, não traziam a tranqüilidade de que necessitava. As superstições, com certeza nascidas da imaginação, dominaram o homem. Surgiram crenças e, com elas, a suposição de que os ‘deuses’ deveriam ser agradados. Criaram-se, então, rituais e cerimônias para isso e, depois, locais para a realização dessas cerimônias. Deve ter sido assim que nasceram os templos. Sacrificou animais e humanos iguais a si mesmo, e se martirizou na tentativa de apaziguar ‘a ira dos deuses’. Mas o homem continuou sofrendo. As ações dos ‘deuses’ eram implacáveis e não cessavam.
    Com o correr do tempo, homens de mais apurada percepção obtiveram vislumbres do porquê de todo esse medo e ignorância. Do que falaram nasceram outras crenças e as muitas religiões que temos hoje. Suas palavras chegaram até nós, trazidas pelas tradições e pelos relatos daqueles que tentaram nos transmitir o que julgavam ser a verdade. Mas, as interpretações foram muitas e conflitantes. Por isso esse grande número de crenças, tradições, escrituras, costumes, doutrinas e religiões, que estão aí aceitas pelas diferentes culturas do mundo.
    Mas, porque interpretações tão desiguais? Talvez porque tudo aquilo que o homem tentou nos comunicar não foi fruto de sua experiência pessoal. Nasceu do que lhe disseram os antepassados, das tradições respeitadas pelos costumes e culturas. E não é a mesma coisa que, hoje, acontece conosco? Ouvimos, lemos, aprendemos através de discursos e sermões, escrituras, tradições, costumes e culturas, aquilo que julgamos sejam as respostas sempre procuradas; respostas que, cremos, sejam a verdade sobre a razão de nossa existência e do que nos sucede. Mas tudo é de “segunda mão”! Nada é fruto de nossa experiência pessoal!
    Aqueles que entreviram o que julgaram fosse a “verdade”, movidos pela compaixão despertada ante o sofrimento nascido do medo e da ignorância dos homens, tentaram trazer paz aos semelhantes e não se calaram. Mas suas palavras estiveram sujeitas a muitas traduções e diferentes interpretações em face do entendimento variável dos homens.
    E o que temos hoje? Teorias que deram origem a crenças, doutrinas e religiões, todas diferentes entre si. Conhecimentos contraditórios que, para aqueles que conseguem se livrar dos preconceitos e investigam as religiões e crenças que aí estão, os deixam cheios de dúvidas e suspeitas. Qual estará certa? Qual aquela em que devemos crer? Alguém tem condições de responder a estas perguntas?
    O profeta, o filósofo, o sacerdote, o pastor, o médium, o guru, o “santo” ou aquele que “ouviu”, “viu” ou “sentiu”, por suas sensibilidades além dos sentidos, procuraram nos transmitir o que lhes pareceu ser a explicação da verdade. A ciência nenhuma resposta nos dá. Tudo o que nos diz refere-se ao “como” são as coisas, ao “como” chegamos até aqui, ao “como” ocorre isto ou aquilo; mas nunca nos explica os “porquês” de tudo isso. Portanto, o que sabemos, continua sendo de “segunda mão”. E, assim mesmo, muitos têm “fé” nisso que aí está, sem qualquer prova e sem sequer questionar o fato de existirem enormes divergências entre as doutrinas e crenças que se dizem, cada uma, “a única certa”.
    O homem nem sabe o que ele é; não passa de uma tremenda interrogação para si mesmo. Porque eu existo? Porque eu sou feliz e você é infeliz? Porque um vem à vida no Ocidente e outro no Oriente, ambos sujeitos a sofrer devido aos diferentes problemas dessas regiões? Um tem sua consciência aqui e outro lá? Porque um é homem e o outro é mulher? Um é branco, outro é negro? Alto ou baixo, sadio ou doente, rico ou pobre? Criminoso ou honesto? Corrupto ou íntegro? Uns têm fé e outros não? Porque alguns estão passando a vida em alegrias e festas, outros estão nos leitos dos hospitais, nas prisões ou na miséria, sofrendo e vendo os seus sofrerem? Enfermidades fisiológicas ou mentais? Inteligência, discernimento, percepções totalmente desiguais? Há explicações para tudo isso?
    Algumas filosofias, abraçadas por doutrinas religiosas, dizem que sim; que o homem sofre as conseqüências de atos errados que cometeu no passado. Outras afirmam que nem mesmo devemos questionar, que nunca saberemos as respostas, pois os “desígnios de Deus são insondáveis”. Mas, todas elas, ao mesmo tempo em que nos apresentam tais explicações, parece que se esquecem de que “aquele” que criou todas as coisas, do infinito universo à mais ínfima partícula é, conforme suas próprias crenças, onisciente, onipotente, onipresente, sabedoria e infinitos amor e justiça.
    E não há dúvidas de que viemos, à existência, ignorantes, imperfeitos e simples; que muitas filosofias e doutrinas há que tentam nos ensinar regras e leis para vivermos melhor, num relacionamento ideal que envolva, não somente os humanos, mas todos os seres vivos. Mas, qual a razão porque alguns seguem essas regras e outros não? Porque, conforme elas, seremos penalizados e sofreremos tanto pelo fato de não segui-las? Se erramos por não crer ou por não obedecer a essas leis, a razão não está em nossa ignorância ou imperfeição? Fomos criados imperfeitos e ignorantes e, depois, somos ‘punidos’ por sermos imperfeitos e ignorantes? Devemos pensar nisso! Os fatos aí estão; porque não questioná-los? Quando fugimos dos fatos corremos o risco de cair no abismo das suposições, superstições, julgamentos e opiniões e mergulhamos num oceano de ilusões. Abandone os preconceitos e pense, questione!
    Essa é a situação do ser humano. Ignora as coisas mais simples ou importantes acerca de si mesmo e nada faz, nada questiona, não obstante a vida seja considerada, por todas as religiões ocidentais, vida de agonia e sofrimentos. Assim, diz o católico que estamos “num desterro, neste vale de lágrimas”; o evangélico, “num mundo sob o constante assédio de Satanás”; o espírita, “num mundo de expiação e provas”; outras crenças ainda que, “em face de tanta violência e sofrimento, nem é Deus quem governa o mundo; é Satanás”, e assim por diante. (“Tao Te Ching”, de Lao Tse, 600 a.C.: “O que se passa no mundo mostra, àquele que está acordado, a total desapiedade dos acontecimentos”).
    O homem, portanto, está confuso.
    Contudo, sabemos que no Ocidente e no Oriente houve aqueles que perceberam alguma coisa que lhes transformou, de maneira completa e definitiva, a visão sobre a existência; algo que lhes trouxe compreensão, serenidade e os tornou independentes e livres. E, movidos pela compaixão nascida ante o sofrimento dos semelhantes, muitas vezes arriscaram a própria vida para nos ensinar que podemos, sim, nos libertar de todos os problemas e sofrimentos, de todas nossas dependências; que podemos afastar, totalmente, a ignorância e substituí-la por conhecimento e sabedoria além daquela que o mundo conhece. E que, em vez de apegos que nos escravizam e fazem sofrer, teremos em nosso coração um amor ainda desconhecido, incondicional, que nada exige, nem reciprocidade, nem reconhecimento.
    Entre eles, Jesus, o Cristo, ensinou que o conhecimento da verdade nos libertará de todas as dependências a que estamos sujeitos; outro, Sidarta, o Buda, disse que esse conhecimento é o fim de todo sofrimento; outros, ainda, que é a bem-aventurança, a serenidade, a felicidade total.
    Seus ensinamentos estão aí, disseminados pelo mundo, mas não totalmente compreendidos. A prova disso está nas numerosas divisões e facções. No Ocidente, o cristianismo e as crenças africanas. Das interpretações a que esteve sujeito o cristianismo, surgiram o católico e o protestante e, depois, os espíritas; os próprios católicos se dividiram e temos o romano, o anglicano, o ortodoxo e outros; os protestantes se partiram em numerosas igrejas; o espiritismo tem seus vários intérpretes com pontos de vista discordantes. No Oriente, a mesma coisa: o judaísmo, o budismo, o hinduísmo, o islamismo, o taoísmo, o zoroastrismo, o xintoísmo, o sufismo e outras. Há um número considerável de divisões, seitas, igrejas, fato que nos mostra a realidade de interpretações diferentes.
    Ao mesmo tempo ainda exercem influência, numerosas crendices e superstições, herdadas dos antigos ou criadas pelos novos: velas, incenso, simpatias, benzeduras, bentinhos, amuletos, figas e muito mais.
    Como podemos ver, ainda é o medo que está por trás de tudo isso. O medo de não estar protegido, o medo de não agradar ou de ofender a divindade, Deus, Brama, Alá, ou o nome que seja; medo de não cumprir os mandamentos de sua crença e vir a ser, como conseqüência, sentenciado, num hipotético juízo, que se dará num também hipotético final dos tempos, a sofrer os castigos de um purgatório, inferno ou umbral; ou de reencarnações dolorosas; ou a vingança daqueles a quem se fez mal e que já deixaram o corpo físico etc.
    O medo dos ancestrais ainda está em nós. E a crença de que agradando os “deuses” seremos por eles favorecidos, também. Assim, vemos, no anseio de conseguir o favor de Deus, o sacrifício escondido nas diferentes promessas de, para sempre ou por algum tempo, não fazer, ou fazer isto ou aquilo; o sacrifício do próprio corpo no jejum, ou subindo escadarias, ou caminhando longos percursos de joelhos; a autoflagelação, o se fazer pendurar a uma cruz, o ajoelhar-se sobre objetos pontiagudos; rezas e orações, penitências, confissões e tantas coisas mais. A expressão comum “sou temente a Deus” é significativa. E o homem pune a si mesmo por atos que, ele julga, foram transgressões às leis divinas.
    O homem é, ainda, o mesmo ser ignorante e temeroso da ira dos deuses. Apenas se cobriu com um fino verniz de civilização; mas, por baixo, está o mesmo homem, com os mesmos medos e a mesma ignorância. Conhece tão somente as necessidades para a sua sobrevivência. Os costumes e as culturas mudaram, a ciência e a tecnologia progrediram, vieram grandes invenções e descobertas, mas o homem ainda é o mesmo ser ignorante das coisas mais importantes, pois continua desconhecedor do que ele mesmo é.
    O avanço científico, que mostrou a existência de muitas incoerências nas tradições existentes, e que fez com que histórias e fatos, que pareciam lógicos e verdadeiros, fossem rejeitados por se mostrarem totalmente ilógicos e absurdos, levou muitos para a descrença total.
    Mas, considerável parcela da população mundial permanece fiel às suas crenças.
    Para muitos desses, o medo do castigo é ainda a força que os impede à prática de muitos atos e os impulsiona à prática daqueles que, julgam, são agradáveis a Deus.
    E quanto aos que não crêem? Serão penalizados por não obedecerem a mandamentos de crenças nas quais não vêem significado? Se não crêem, serão responsabilizados por isso? Analisem.
    Mas, houve aqueles que passaram por uma experiência que os fez compreender tudo isso. Conforme Carl G. Jung, o célebre psicoterapeuta, essa é, como pode observar muitas vezes em seu consultório, a “experiência mais importante e sublime na vida do ser humano”. Einstein, outro notável, a chamou de “experiência de concordância universal”, porque é igual para todos os que a tiveram, e em qualquer época ou lugar. A ciência anterior a considerava uma patologia mas, a mais moderna e avançada ciência concorda, em muitos pontos, com as visões dos homens que por ela passaram.
    Assim, Fritjoff Capra, renomado físico quântico, escreveu “O Tao da Física”, estudo no qual compara, passo a passo, as descobertas dessa nossa mais avançada ciência às visões dos místicos obtidas em seus profundos estados meditativos. Sem os sofisticados laboratórios e instrumentos de pesquisa de última geração de que o Ocidente dispõe, os meditadores haviam chegado, milênios antes de nossos cientistas, a percepções semelhantes. Pela primeira vez na história do mundo, ciência e “religião”, tradicionais adversárias, se dão as mãos. Os místicos, através da meditação, perceberam o que julgaram ser a verdade; despertaram de seu pesadelo de ignorância, compreenderam e tentaram ensinar. Assim, Jesus disse: “Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará”. E enfatizou o fato de ser essa verdade tão valiosa que aquele que a encontra abandona tudo o mais, porque nada é mais importante. Por isso, a parábola daquele “homem que procurava um tesouro e, tendo descoberto esse tesouro num certo campo, se desfez de tudo o que tinha, e comprou aquele campo”. Disse, também, que, quem não “abandonar pai e mãe” para buscar a verdade não é digno dessa percepção, com essas palavras nos fazendo ver, novamente, que esse conhecimento é mais importante do que qualquer outra coisa.
    Mas, como conhecer a verdade de modo que ela nos liberte de todo sofrimento? Sua resposta foi que “devemos buscar, em primeiro lugar, o ‘reino’ de Deus”; e que, encontrado esse “tesouro”, “o demais nos será dado por acréscimo”.
    Parece que nem as religiões deram ênfase, nem os homens compreenderam essas palavras. Jesus ensinou que, encontrado o reino, tudo mais de que necessitamos nos será dado por acréscimo, nada nos faltará, estaremos plenos. E o que é que nos está faltando nesta confusão que é nossa vida, tão cheia de ignorância e de sofrimentos? Falta-nos aquilo que anula toda a ignorância, isto é, a sabedoria, e aquilo que anula todo sofrimento, isto é, a felicidade. Se analisarmos com cuidado a vida do ser humano, tanto a do irrepreensível, quanto a do pior criminoso, vamos perceber que tudo o que ele faz, de bom ou de mau, de certo ou de errado, tem, como objetivo, ser feliz. Abandone os preconceitos e verifique como isso é uma verdade.
    Mas sabemos que só teremos a felicidade se nos libertarmos de toda ignorância e sofrimento. E a afirmação de Jesus foi: “Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará”. Com essas palavras mostrou que, para nos vermos livres dessa condição de ignorância e sofrimento, o de que necessitamos é conhecer a Verdade.
    Assegurou, também: “Eu e o Pai somos um”. Recordemos os antigos filósofos que tanto nos aconselharam a buscar o auto-conhecimento: “Conhecei-vos a vós mesmos e sereis deuses, ou “Conhece-te a ti mesmo e serás Deus”! Porventura, não será essa a verdade tão procurada, a verdade de que nossa consciência e a consciência universal são uma só e a mesma coisa? Não será essa a verdade que podemos vir a conhecer ao buscar o “reino” de Deus? A verdade sempre procurada pelos homens? Ao saber que “eu e o Pai somos um”, vamos perceber, como perceberam os místicos, não que o Criador, a consciência universal, está longe, afastada de nós, mas sim que somos uma só e a mesma coisa. O que poderá, então, nos fazer mal, nos afligir ou fazer sofrer? Há, além daquilo que denominamos Deus, a Divindade, o Absoluto, alguma coisa que nos possa atingir? Essa experiência é denominada por todos os místicos de “iluminação”; a “luz” chega e nos clareia a mente; o homem, então, compreende e acorda de seu pesadelo. E, como disse o Buda, “a iluminação é o fim de todo o sofrimento”.
    Todas as civilizações orientais e ocidentais se desenvolveram sob a influência das palavras desses homens de mente iluminada, palavras que, para muitos, têm tanta importância e significação que, milhares de anos depois de pronunciadas, ainda produzem seus efeitos.
    Como ensinaram Jesus, Buda e outros, é o conhecimento da verdade que nos trará sabedoria e felicidade, porque elimina toda ignorância e todo sofrimento.
    Nossa mente é poluída, limitada, incapaz de compreender as coisas mais profundas, porque está repleta de ilusões, suposições e crenças que as culturas e costumes nos impuseram desde remoto passado. Vivemos em completa ignorância daquilo que é o mais importante. Como disse um humilde sapateiro, Jacob Boheme, místico cristão, “enquanto o Cristo não nascer dentro de você”, isto é, enquanto você não tiver a percepção da verdade, “você continuará vivendo na escuridão de um estábulo, entre fezes e urina”. A vida não terá significado e será, quase sempre, cheia de ignorância, sofrimentos e conflitos.
    Analise as afirmações abaixo, proferidas, na ordem, pelo Cristo, pelo Buda e por antigos filósofos gregos:
    “Conhecereis a Verdade e a Verdade vos libertará”
    “A iluminação é o fim de todo o sofrimento”
    “Conhecei-vos a vós mesmos e sereis deuses”.
    Há, no significado delas, alguma discordância? Esses homens ensinaram a mesma coisa, com o mesmo significado. Observe: o conhecimento da verdade é a própria iluminação. A iluminação liberta o homem de todos os sofrimentos, dependências e apegos, pois ele se reconhece um com o Pai. Isto é, se o homem conhece a si mesmo, está livre de todo o sofrimento e ignorância porque se confunde com a própria divindade.
    Vemos que esses sábios, homens que exerceram enorme influência na historia das civilizações do mundo, nos ensinaram idêntica lição!
    ....................................................................................
    Pergunto agora ao amigo leitor: Conforme o seu modo de pensar, o que você leu acima contém absurdos, exageros ou incoerências? Mesmo deixando de lado todos os preconceitos? Estes são o maior obstáculo à compreensão da verdade. O ser humano está tão condicionado à verdade da sociedade em que vive, que lhe é facílimo rejeitar tudo o que vai contra suas crenças, pensamentos e seu modo de ver e de sentir a vida. Por isso, Paulo, considerado o divulgador do cristianismo, aconselhou: “Estudai de tudo e guardai o que for bom”, isto é, não afaste de você, apenas por preconceito, aquilo que não conhece; estude e analise as coisas novas e, se as reconhecer lógicas, coerentes e benéficas, não as abandone.
    ...................................................................
    Este e outros textos relacionados, ofereço a quem se interessar. Seu objetivo é despertar a curiosidade, a atenção e, se possível, motivar-nos à busca das respostas que poderão transformar radicalmente nossa vida, fazendo “ressuscitar”, ou nascer em nós, o “homem novo”, pois destruirão completamente nossa ignorância.
    ...........................................................

    Admin
    Admin

    Mensagens : 30
    Data de inscrição : 22/05/2011

    Re: A IGNORANCIA DO HOMEM

    Mensagem  Admin em Qua Jul 20, 2011 5:14 pm

    Coronel_ escreveu: Amigos, me perdoem pois alguns já leram esta mensagem.

    Este e outros textos relacionados, ofereço a quem se interessar. Seu objetivo é despertar a curiosidade, a atenção e, se possível, motivar-nos à busca das respostas que poderão transformar radicalmente nossa vida, fazendo “ressuscitar”, ou nascer em nós, o “homem novo”, pois destruirão completamente nossa ignorância.
    ...........................................................

    Olá,

    Pode continuar postando à vontade textos como o acima, que está diretamente relacionado à temática deste fórum.

    São bem-vindos textos, notícias, links, arquivos e vídeos que abordam a temática deste fórum por parte de membros do mesmo.

    Grato pela contribuição.




      Data/hora atual: Dom Fev 19, 2017 9:17 am