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    O EXPERIMENTO DA ESCOLHA RETARDADA

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    O EXPERIMENTO DA ESCOLHA RETARDADA

    Mensagem  Convidad em Qua Jul 20, 2011 9:44 pm

    O EXPERIMENTO DE ESCOLHA RETARDADA.

    O experimento das duas fendas, no qual o objeto se comporta ou como partícula (passando por apenas uma das fendas), quando observado, ou como onda (passando por ambas as fendas), quando não observado, deu lugar à questão: “Pode a escolha ser feita depois que o objeto quântico já passou pelas fendas?”, isto é, “A escolha presente poderia alterar a realidade passada?”.
    A resposta é: “A opção de se deduzir que o quantum único de energia deve ter vindo por ambas as fendas ou por apenas uma está sujeita à livre escolha do observador após a energia já ter atravessado o anteparo de duas fendas”.
    Não há dúvida de que aí, parece, está, à primeira vista, uma estranha inversão da ordem normal do tempo. Mas é só à primeira vista, isto é, só parece que isso ocorreu realmente. O que sucede é que: “Nenhum fenômeno é um fenômeno até que ele seja um fenômeno observado”. Em outras palavras, não estamos escolhendo o que deve ter acontecido ‘após ele já ter acontecido’. Ele não aconteceu realmente, porque ele não é ainda um fenômeno (é apenas energia; está em estado potencial), até que ele seja um fenômeno observado.
    Após o quantum de energia já ter passado pelo anteparo das duas fendas, vimos que uma escolha livre de última hora da nossa parte (da parte do observador) fornece, conforme nossa vontade (a vontade do observador), um registro de interferência de energia passando pelas duas fendas ou uma contagem de um feixe de partículas passando por uma só fenda.
    Este resultado significaria que a escolha presente influencia a dinâmica no passado, contrariando frontalmente o ‘princípio de causa e efeito’? Não; a lição que se apresenta é a seguinte: “o passado não tem existência a não ser quando ele for registrado no presente”. Não tem sentido falar sobre o que o quantum de energia eletromagnética estava fazendo, se passou pelas duas ou por uma só fenda, salvo quando ele for observado ou for calculável a partir do que é observado. Isto é, nenhum fenômeno é na realidade um fenômeno antes de ele ser observado.
    E chegamos, novamente, à impressionante conclusão, “O UNIVERSO NÃO EXISTE ‘LÁ FORA’ ANTES DO ATO DE OBSERVAÇÃO”. Pelo contrário, o universo é, em algum estranho sentido, um universo participatório, isto é, o observador e o universo são participantes do mesmo fenômeno; a observação ‘cria’ o universo. ....................................................................................


    E, vejam, não é que o universo não existe lá fora apenas para aquele que não está observando! Se não há observação, não há matéria, não existe universo material.

    O que acham de tudo isso?


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    Monstrinho

    Mensagens : 145
    Data de inscrição : 22/05/2011

    Re: O EXPERIMENTO DA ESCOLHA RETARDADA

    Mensagem  Monstrinho em Qua Jul 20, 2011 11:22 pm

    Coronel_ escreveu:O EXPERIMENTO DE ESCOLHA RETARDADA.

    1- Este resultado significaria que a escolha presente influencia a dinâmica no passado, contrariando frontalmente o ‘princípio de causa e efeito’? Não;

    2- O que acham de tudo isso?



    1- E o que tem demais em contrariar a "Lei de causa e efeito", se Deus é causa e efeito de si mesmo?? Proclamar a lei de causa e efeito não seria aventar a hipótese de Deus (causa) e Criatura (Efeito)? Assim, cairíamos no dédalo do Paradoxo da Onipotência: como pode Deus criar uma pedra tão pesada que ele mesmo não possa carregar??

    A idéia de "causa e efeito" é típica do pensamento dualista, em que, aparentemente para todo efeito há uma causa. Mas isto é ilusão, porque se é Deus que está causando tudo, logo, os efeitos advindos de causas particulares são apenas aparentes.

    2- Eu acho que essa idéia do "Experimento da Escolha Retardada" precisa ser articulada com o propósito nosso de auto-conhecimento, ou seja, o que isso é relevante para nós identificarmos a ilusão no mundo??

    Allan Kardec pode ter antecipado algumas conclusões da Mecânica Quântica quando disse que "os sabores, os odores e as cores só existem para os sentidos destinados a percebê-los" - questão no. 32 de O Livro dos Espíritos.

    As idéias da Mecânica Quântica têm sido utilizada pelos pesquisadores em Sociologia e Antropologia para criticar a visão dualista de mundo, advinda do que eles chamam de "cartesianismo" (separação entre corpo e mente) e "newtonianismo", a metáfora do mundo e do ser humano como um relógio, ou como uma máquina (deus ex machina) cujas partes, podem ser estudadas e conhecidas isoladamente.

    Assim, a Mecânica Quântica trouxe o pano de fundo para esses pesquisadores das ciências sociais tecerem a crítica atualmente em voga, sobre a visão cartesiana do mundo, que é utilizada pela mentalidade capitalista-industrial e também política-tecnológica para organizar a sociedade tal como a conhecemos.

    O alvo dessa crítica é a exploração do homem pelo homem, e da Natureza pelo homem, pois, na visão dualista o modo de gerenciamento burocrático-empresarial - que separa, quantifica, examina, secciona e atribui conceitos e funções para cada coisa é transportado para todas as demais áreas da vida social, como a vida em família, as relações de consumo e sobretudo a visão de mundo generalizada de que tudo que existe é compartimentado, e que, a cada um, cabe um papel social no conjunto de tarefas e misteres sociais.

    A visão dualista é responsável pela criação de ilusões as mais variadas, como diferenciação das pessoas por classe social, cor da pele, nível intelectual, cultural, e com isso, a Antropologia do Conhecimento surge em nível acadêmico com a proposta de se pesquisar a "realidade" olhando-se o conjunto, o Todo, e portanto suprimindo a visão dualista-cartesiana de um mundo compartimentado.

    Essa crítica é atual e válida, num mundo em que se exploram o homem e a Natureza, pois que são vistos apenas como meios e peças de uma grande engrenagem cujo perfeito funcionamento deve ser garantido pela execução das funções de cada qual.

    Tudo isso está sendo questionado atualmente a partir de um movimento intelectual chamado "Pós-modernismo", que põe em dúvida todas as conquistas tecnológicas da civilização engendrada com a Revolução Industrial do século XIX (2a. Rev. Ind.), e também a partir da crítica do Positivismo e do Neo-positivismo, que preconiza ser a Ciência Moderna, de cunho cartesiana-newtoniana o modelo de conhecimento "correto" e hegemônico, e que pretende suplantar todos os demais conhecimentos (Filosofia e Misticismo Oriental e até mesmo as ciências humanas e sociais e mesmo a própria História) como conhecimentos "subjetivos" e até de "senso comum".

    A idéia de neutralidade científica foi duramente combatida no século XX por esses setores das ciências humanas e sociais, de modo que se deu um passo, a partir da Mecânica Quântica, nesse processo de criticar a Ciência de cunho Positivista e seus processos de exploração humana e exploração da Natureza.

    Contudo, não obstante todos esses esforços, a mentalidade dualista predomina, e o malfadado refrão proclamado em uníssono pelos nossos jovens - "pagando bem, que mal tem"? - põe em evidência uma sociedade em extrema decadência, em que os valores religiosos-morais são consubstanciados na lógica de acumulação do capital apátrida que enxerga o ser humano e instituições sociais como igrejas, escolas e a família entre outras, como geradoras de capital humano (Gaudêncio Frigotto; Pablo Gentili), com vistas a incrementar e reproduzir o capital.

    E o pior de tudo é que, tais teorias críticas não chegam à sociedade, às pessoas, porque a estrutura curricular que viceja, está voltada a fins eleitoreiros e na produção e reprodução de capital humano.

    Vivemos portanto numa "sociedade da competição": você é aquilo que você produz - seja em termos materiais, seja em termos de reproduzir a Ideologia Dominante.

    Você só modifica uma sociedade a partir de uma Revolução Cultural, mas no Brasil mesmo, quem fez essa revolução foi a "esquerda", em nome dos princípios de igualdade e de solidariedade social, mas sempre mantendo em alto plano a idéia de proteção. Você precisa de proteção, e por isso paga impostos ao Estado, que te protege se você ficar desempregado e doente.

    Haveria outras considerações que, por falta de espaço, não cabem aqui, mas, a partir de uma opinião particular minha, penso que só deve haver uma mudança de ordem pessoal, já que, tudo o que existe, existindo dentro da mente, somente negando e fugindo do unânime formigueiro é que se poderá escapar, se elidir a essas injunções desse mundo capitalista que vê as pessoas como máquinas e meios de reproduzir uma sociedade dividada entre fortes e fracos (Poder Político), sábios e ignorantes (Poder Ideológico) e pobres e ricos (Poder Econômico), o que é tudo ILUSÃO.

    A forma de poder a ser combatida é o Poder Ideológico, de onde dimana as idéias dominantes, que criam a crença na dualidade pobres e ricos, fracos e fortes, sábios e ignorantes - além de seus subprodutos que consistem nas crenças dualistas entre feios e belos, bons e maus etc.

    É isso.

    Abçs,


      Data/hora atual: Qua Nov 22, 2017 11:36 am