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    Krishnamurti - algumas palavras

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    Krishnamurti - algumas palavras

    Mensagem  Convidad em Seg Jul 25, 2011 1:02 pm

    Krishnamurti‏ - Algumas palavras

    "Suponhamos que tenhais um problema novo - e os problemas são sempre novos - como vos aplicais a ele? (…) É como um desses quadros modernos, com que estais completamente desacostumados. Que acontece, se desejais compreendê-lo? Se vos chegais a ele com a vossa formação clássica, será de rejeição a vossa reação ao desafio, que é aquele quadro; (…) Precisais contemplar o quadro sem o vosso preparo clássico, com percebimento e vigilância da mente, e então o quadro começa a revelar-vos a sua significação. (…) "

    Leia mais em:http://www.krishnamurti.org.br/


    Rápida Biografia de J. Krishnamurti

    Jiddu Krishnamurti nasceu na Índia em 1895. Com a idade de 13 anos passou a ser educado pela Sociedade Teosófica, que o considerava um dos grandes Mestres do mundo. Krishnamurti em breve viria a emergir como um Mestre extraordinário e inteiramente descomprometido. As suas palestras e escritos não se ligam a nenhuma religião específica nem pertencem ao Oriente ou ao Ocidente, mas sim ao mundo na sua globalidade:

    "Afirmo que a Verdade é uma terra sem caminho. O homem não pode atingi-la por intermédio de nenhuma organização, de nenhum credo (...) Tem de encontrá-la através do espelho do relacionamento, através da compreensão dos conteúdos da sua própria mente, através da observação. (...)"

    Durante o resto da sua existência, foi rejeitando insistentemente o estatuto de guia espiritual que alguns tentaram atribuir-lhe. Continuou a atrair grandes audiências por todo o mundo, mas recusando qualquer autoridade, não aceitando discípulos e falando sempre como se fosse de pessoa a pessoa. O cerne do seu ensinamento consiste na afirmação de que a necessária e urgente mudança fundamental da sociedade só pode acontecer através da transformação da consciência individual. A necessidade do autoconhecimento e da compreensão das influências restritivas e separativas das religiões organizadas, dos nacionalismos e de outros condicionamentos, foram por ele constantemente realçadas. K. chamou sempre a atenção para a necessidade urgente de um aprofundamento da consciência, para esse "vasto espaço que existe no cérebro onde há inimaginável energia". Essa energia parece ter sido a origem da sua própria criatividade e também a chave para o seu impacto catalítico numa tão grande e variada quantidade de pessoas.

    A Educação foi sempre uma das preocupações de Krishnamurti. Fundou várias Escolas em diferentes partes do mundo onde crianças, jovens e adultos podem aprender juntos a viver um quotidiano de compreensão da sua relação com o mundo e com os outros seres humanos, de descondicionamento e de florescimento interior.

    Durante sua vida, K. viajou por todo o mundo falando às pessoas (durante mais de sessenta anos), tendo falecido em 1986, com a idade 90 anos. As suas palestras e diálogos, diários e outros escritos estão reunidos em mais de 60 livros.

    Amigos de K., reconhecendo a importância dos seus ensinamentos, estabeleceram Fundações, na Europa, nos Estados Unidos, na América Latina e na Índia, assim como Centros de Informação, em muitos países do mundo, onde se podem colher informações sobre Krishnamurti e a sua obra. As Fundações têm caráter exclusivamente administrativo e destinam-se não só a difundir a obra de K. mas também a ajudar a financiar as escolas experimentais por ele fundadas.

    "Podemos ir longe, se começarmos de muito perto. Em geral começamos pelo mais distante, o "supremo princípio", "o maior ideal", e ficamos perdidos em algum sonho vago do pensamento imaginativo. Mas quando partimos de muito perto, do mais perto, que é nós, então o mundo inteiro está aberto -- pois nós somos o mundo.
    Temos de começar pelo que é real, pelo que está a acontecer agora, e o agora é sem tempo." (Krishnamurti)

    "Estou apenas a ser como um espelho da vossa vida, no qual podeis ver-vos como sois. Depois, podeis deitar fora o espelho; o espelho não é importante." (Krishnamurti)

    "... Falamos da vida -- e não de idéias, de teorias, de práticas ou de técnicas. Falamos para que olhe esta vida total, que é também a sua vida, para que lhe dê atenção. Isso significa que não pode desperdiçá-la. Tem pouquíssimo tempo para viver, talvez dez, talvez cinqüenta anos. Não perca esse tempo. Olhe a sua vida, dê tudo para a compreender." (Krishnamurti)

    Copiado do seguinte endereço:
    http://www.stum.com.br/blog/blog.asp?id=5204
    __._,_.___
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    Monstrinho

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    Data de inscrição : 22/05/2011

    Re: Krishnamurti - algumas palavras

    Mensagem  Monstrinho em Ter Jul 26, 2011 4:05 pm

    Muito interessante. Há também nesse mesmo fórum uma série de três vídeos-documentários narrando com mais pormenores a estória de vida de Jiddu Krishnamurti.

    Essa questão das escolas fundadas por ele, que ensina a criança e o indivíduo a pensarem por si próprios, ou seja, de maneira não condicionada, talvez seja um grande desafio para os educadores, num mundo em que a Educação é vista como formadora de capital humano.

    Tentei introduzir nas minhas aulas de Filosofia esse "método", de ministrar uma aula de Filosofia um autor ou um conteúdo, mas depois perguntar aos alunos se concordavam com aquilo que os filósofos tinham dito, mas eles ficam mudos, porque já vêm com uma formação deficiente dos anos letivos anteriores, o que redunda em nada ou quase nada tais tentativas.

    A direção da escola, com seus "capitães do mato" - diretora, vice e coordenadora - não colaboram; pelo contrário, vigiam o professor para que ele siga estritamente a apostilinha do Currículo Oficial, que se resume em ensinar conceitos básicos de cidadania às crianças e jovens.

    Noutros tempos, tínhamos um mestre que procurava ensinar a virtude da paciência na construção de telescópios, mas os alunos - incluindo eu - talvez não entenderam a proposta e debandaram. De fato, muitos astrônomos amadores argumentam que "a prática da Astronomia é um meio e não um fim", alegando para isto que tal prática tem como objetivo sensibilizar as pessoas em vários sentidos a partir do embevecimento advindo das observações, pois que as crianças e todos em geral ficam encantados com a observação dos astros.

    Nós outros queríamos que nosso mestre emprestasse aqueles rústicos telescópios - fabricados por nós mesmos - para olharmos o céu, mas ele não emprestava Evil or Very Mad .

    A nossa mentalidade era de concorrência: "olhar, ver mais longe que os outros", num céu escuro, para depois narrar na internet as nossa audaciosas observações Very Happy.

    Hoje, se materializou o sonho daquele "mestre", que, em parceria com a UNESP, intermediada por uma Profa. Dra. do Departamento de Física, conseguiram montar um observatório aqui em Bauru com um telescópio refletor newtoniano com espelho de 45 cm.

    Enquanto isso, minha pergunta é: nós como profissionais da educação devemos nos submeter às imposições do Capital e da estrutura curricular politiqueira a troco do salário ou devemos/podemos utilizar tais métodos de Krishnamurti na "obscuridade"? Afinal, se queremos transmitir aos nossos jovens uma nova maneira de pensar temos que fazer isso de própria iniciativa não é mesmo? Ou não? Rolling Eyes

    Enquanto nada disso acontece, penso que devemos continuar o nosso trabalho de auto-educação, a fim de nós mesmos não nos deixar iludir com as "propostas de trabalho" que nos incitam a nos submeter a regras já estabelecidas em troca de um salário.

    E aqui entra a questão do medo.

    Se quiserem discutir aí está... a questão do medo... Será que temos medo dos "capitães do mato" ou medo de tomarmos a própria iniciativa?

    Abçs,





    ken

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    A Origem do Medo

    Mensagem  ken em Qua Jul 27, 2011 9:31 am

    Krishnamurti. - A origem do medo





    Como o medo – do amanhã, de perder o emprego, da morte, da doença, da dor – é gerado? O medo envolve um processo de pensamentos sobre o futuro, ou sobre o passado. Tenho medo do amanhã, do que pode acontecer. Tenho medo da morte que ainda está longe, mas mesmo assim me amedronta. Bem, o que é que gera esse medo? O medo sempre existe em relação a alguma coisa. Se não fosse assim, não haveria medo. Temos medo do amanhã, do que passou e do que está por vir. O que cria o medo? Não é o pensamento?

    O pensamento é a origem do medo

    O pensamento gera o medo. Penso que perdi o emprego, ou que poderei perder, e esse pensamento cria medo. O pensamento sempre se projeta no tempo, porque pensamento é tempo. Penso na doença que tive, e como não gostei de sofrer tenho medo de que o sofrimento possa voltar. Senti dor, e pensar nisso, não querer senti-la de novo, cria medo. O medo está estreitamente relacionado ao prazer. A maioria de nós é guiada pelo prazer. Para nós, assim como para os animais, o prazer é da máxima importância e faz parte do pensamento. Quando penso em algo que me deu prazer, esse prazer aumenta. Concorda? Já notou isso? Você teve uma experiência de prazer – olhando o pôr-do-sol, ou fazendo sexo-, e pensa naquilo. Pensar na experiência aumenta o prazer, assim como pensar na dor que teve gera medo. Então, o pensamento cria o prazer e o medo, não é verdade? O pensamento é responsável por desejarmos o prazer e querermos que ele continue, da mesma forma que é responsável por sentirmos medo. Qualquer um pode ver isso, é um fato real, experimentável.
    Então, alguém pergunta: “É possível deixar de pensar no prazer e na dor, é possível pensar apenas quando o pensamento é requisitado, nunca de outro modo?” Quando você está trabalhando em um escritório ou fazendo qualquer outro trabalho, o pensamento é necessário; do contrário, nada poderia ser feito. Quando você fala, escreve, vai para o trabalho, o pensamento é necessário. Mas o pensamento é necessário em qualquer outro campo de ação?
    Por favor, preste atenção. Para nós, o pensamento é muito importante, pois é o único instrumento que temos. O pensamento é a reação da memória, que se acumulou através de experiência, conhecimento, tradição. A memória é o resultado do tempo, foi herdada do animal. E é com essa formação que reagimos. Essa reação é pensar. O pensamento é essencial em certos níveis , mas quando se projeta psicologicamente como futuro e passado, cria o medo, assim como o prazer. Nesse processo a mente fica entorpecida e, desse modo, a inação é inevitável. Senhor, o medo, com já dissemos, é criado pelo pensamento. Pensamos na possibilidade de perder o emprego, de a esposa fugir com alguém, pensamos na morte, pensamos que já passou e assim por diante. Pode o pensamento parar de pensar no passado ou no futuro, psicologicamente, autodefensivamente?

    Atenção sem um centro

    Alguém pergunta: “ É possível o pensamento acabar de modo que se possa viver plenamente?” Você já notou que quando dá atenção completamente a alguma coisa não há nenhum observador e, portanto, nenhum pensador, não há um centro onde você se coloca para observar?

    A atenção elimina o medo

    Quando você presta essa atenção, não há absolutamente nenhum observador. E é o observador que gera medo, porque é o centro do pensamento, é o “mim”, o “eu”, o ego. O observador é o censor. Quando não há pensamento, não há observador. Esse estado não é inerte. Exige muita investigação, nunca aceita coisa alguma.

    Do livro: O que você está fazendo com a sua vida? < Passagens selecionadas sobre as grandes questões que nos afligem – Capítulo: Medo. pág. 81 a 87>






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    Monstrinho

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    Sobre o Medo

    Mensagem  Monstrinho em Qua Jul 27, 2011 6:22 pm

    Olá amigo Ken, olá amigos,

    Gostaria de retomar essa questão do medo a partir deste vídeo



    Este vídeo se destaca mais pelas perguntas feitas pelo entrevistador do que as respostas dadas pelo Krishnamurti. E é até engraçado, por ele diz a Krishnamurti "parece que você é o único que conseguiu não é Krishnamurti?" (E ele é um biógrafo do Krishnamurti), colocando-o "contra a parede", mas de forma inteligente.

    Então o Bernard Levin coloca questões que são questões de todos nós. Quando por exemplo, Krishnamurti fala que nós temos que separar a palavra das coisas - e isto está em um livro do Michel Foucualt "As Palavras e as Coisas" - ou seja, separar o conceito do que é realmente a realidade, o Bernard Levin lembra que nós precisamos das palavras para nos comunicar, mesmo que seja para comunicar um insight ou uma experiência subjetiva.

    Sei que a comunicação de um insight ou auto-descoberta interior não é tão importante, mas sim o que essa auto-descoberta representa para nós, em nos tornando seres humanos mais conscientes da nossa verdadeira essência.

    E o Bernard Levin coloca enfim a questão crucial: "nós temos que trabalhar, temos que seguir horários, obedecer a hierarquias" etc, "como conciliar isso tudo, essa correria da vida moderna com um estado de paz e tranqüilidade?" - pergunta Bernard Levin. E o Krishnamurti "sai dessa" dizendo que "é necessário evitar todo conflito, e que eu passaria fome se tivesse que fazer algo sob pressão", que não me submeteria a um trabalho que me colocasse numa situação sob pressão" - está lá no vídeo essa fala de Krishnamurti, assistam.

    Então é isso. Como sabem, vivo constantemente batendo na mesma tecla, ou seja, a questão da autoridade que é central em Krishnamurti, porque a autoridade está sempre nos assediando, sempre estendendo aquela "mão amiga" Very Happy não é? É então que eu mesmo me pergunto: "será que deixaremos nos seduzir de novo pelas ilusões que aparecem ocultas sob o véu das promessas de triunfo e felicidade material da autoridade?"

    Mas, por outro lado, se queremos viver livres do jugo da autoridade, como ser nós mesmos? Como viver em total independência de tudo e de todos??

    Eu preciso reformar a minha casa, e dou um cheque de entrada para o sujeito fazer o serviço, e ele não faz o serviço e fica enrolando para devolver o dinheiro. Por mais que eu não queira que isso me abale, por mais que eu me esforce, isto me incomoda, e eu tenho que tomar providências, porque o dinheiro não dá em árvore não é?

    Ou não fazemos nada? Não reformamos a nossa casa pelo medo que temos de "mexer com gente"?? Estes são alguns exemplos...

    Particularmente, todas as vezes que eu bati de frente com a autoridade - seja pais, diretores de escola, professores orientadores, empresas, pessoas, etc - sempre houve o conflito.

    Há também outros tipos de medos: o medo de pensar se é normal o desinteresse em viver no unânime formigueiro, o desinteresse dos relacionamentos sociais como sair com amigos para beber chopp, sair com a namorada para ir ao cinema, visitar pais e parentes (olha a autoridade aí), ou receber a visita dos mesmos, que sempre há por trás o interesse de oferecer proteção.

    Mas sei por outro lado, que sem essa proteção, fica difícil eu arrumar um bom emprego - temos que ter o QI Very Happy além de sermos competentes nesse mundo de extrema competição. Será isto o contrário de "viver como as aves do céu que não semeiam e nem colhem"?

    Ou esse processo é natural?? Essa sensação de que estamos perdidos no espaço, sem o chão para pisar??

    Será que os medos também vem dos sentimentos de culpa inconscientes?

    O medo vem do pensamento, mas se eu não penso, então não existo como ser social certo?

    Como os amigos vêem e vivem essas situações?? Poderia falar delas ao meu psicólogo, mas seria recorrer a autoridade Very Happy - e muitas vezes nem eles mesmos - os psicólogos - têm respostas a essas questões.

    Uma vez eu estava discutindo com o meu terapeuta - um jovem psiquiatra que também é terapeuta - e ele me disse que a "força interior" não existe, que nós "devemos buscar essa força uns nos outros" Rolling Eyes , e eu não concordei.

    Há o medo do futuro também. Como será o futuro? Eu particularmente - desde que me tornei um "ilusionista" Very Happy - vivo constantemente pensando como será a minha morte, ou seja, como será minha consciência depois da morte. E reflito para mim mesmo que parar de fazer o mal não é o bastante, que temos que buscar essa paz interior o tempo todo, até conseguir. Será que estou sendo apressado??

    Estão aí, amigos, as questões que eu gostaria de colocar - para não me delongar mais - porque, seria muito fácil e cômodo (sem querer criticar os posts dos amigos) eu colar mais um texto falando sobre o medo ou então fazer um discurso sobre ele - que eu também tenho na ponta da língua - mas, porque não, não falar dos nossos medos?

    E enfim, o mais "importante" de tudo: que, com todas essas questões eu não estou fazendo senão recorrer à autoridade Very Happy. Mas é que é para proveito de todos que coloquei todas essas questões.

    Abçs,


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    Re: Krishnamurti - algumas palavras

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