Filosofia Oriental e Espiritualismo Prático

Últimos assuntos

Navegação

Parceiros

Fórum grátis

    A PRESCIÊNCIA DE DEUS

    Compartilhe

    Convidad
    Convidado

    A PRESCIÊNCIA DE DEUS

    Mensagem  Convidad em Qui Ago 04, 2011 4:35 pm

    A PRESCIÊNCIA DE DEUS - Estarão certas as concepções das doutrinas?
    Fala-se muito sobre a “presciência de Deus”. As doutrinas, como as cristãs, asseguram sua Onisciência, isto é, Sua capacidade de saber tudo, de ter ciência de tudo q já aconteceu ou q vai acontecer, do infinito passado ao infinito futuro.
    Com isso, evidentemente, estão afirmando q todos os eventos cheios de beleza ou de feiúra, agradáveis ou desagradáveis, q constroem ou destroem, q nos deixam felizes ou infelizes, q todos os pensamentos, erros, crimes e perversões, desamor, maldade ou bondade, enfim, todas as nossas ações mais degradantes e procedimentos mais absurdos, todo o amor q demonstramos, toda conduta baixa, viciosa, todas as tragédias e desgraças q provocamos, todos os sofrimentos que teremos (como dizem, devido às transgressões à Lei divina, q nos enquadra e nos aplica penalidades q resultam, inexoravelmente, em sofrimentos torturantes e insuportáveis, ou na vida ou no futuro, num inferno ou num umbral etc), afinal, q tudo do passado, presente e futuro lhe são perfeitamente conhecidos desde sempre, desde antes da criação.
    Afirma-se, tb, q, se o homem sofre, esse sofrimento está previsto numa lei divina que o julga e lhe impõe punição, por seu proceder incorreto.
    As leis dos homens sempre vêm atrasadas, depois q percebem q algo está ocorrendo e q não haviam previsto antes. Mas, para as religiões, essa imprevisão, em relação ao Onisciente, é considerada absurda.
    Vamos analisar, deixando de lado os preconceitos: o homem, se age erradamente, pode sofrer se o dano de sua ação o atingir, mas não porque, como afirmam as doutrinas, esse sofrimento está previsto numa lei que lhe impõe castigos merecidos e justos, por seu proceder incorreto. Qualquer tentativa de explicar que seu sofrimento vem de sua responsabilidade ou culpa, como afirmam as religiões, isto é, que deve sofrer penalidades expiatórias, não se harmoniza com a visão de um Criador, onipotente e de infinitos amor e justiça; de um Deus que, por sua presciência, sabe, <desde sempre>, quando, onde, como e em que circunstâncias “cada uma” das criaturas, por Ele planejadas, desenhadas, produzidas, criadas e dele procedentes, fará de errado e de certo, em relação a Sua Lei; bem como também sabe o que, cada uma, uma a uma, sofrerá devido a seus desacertos. Tanto que, antecipadamente, criou leis punitivas e locais para castigo dos “pecadores” (inferno, umbral etc).
    Seria, numa comparação simples para ajudar a refletir, como o criador/fabricante de brinquedos que, mesmo com total e absoluta certeza de que o brinquedo de sua criação apresentará terríveis defeitos e, por isso, será perigoso, destruirá, matará, humilhará, produzirá tantos e tão terríveis sofrimentos, tragédias e desgraças, assim mesmo o produz e o entrega às crianças.
    Quando surgem os sofrimentos e as lágrimas, q o fabricante desde sempre sabe q surgirão, como conseqüência dos defeitos que ele, com toda certeza sabe q os brinquedos apresentarão, quem é o responsável? O brinquedo ou o fabricante?
    Estranhamente, e não compreendo como, há quem afirme q o brinquedo é o responsável e q deverá ser punido por isso!
    Não seria como aquele pai, vc ou eu, que, pelos seus desregramentos no viver, desde sempre sabe que o filho q vai nascer terá defeitos q o farão cometer coisas monstruosas, pois lhe dão tendências para cometê-las (q é, sem dúvida, o mesmo q permitir q as cometa), deixa q o filho escolha fazê-las e, depois, qdo o filho as escolhe e faz, o pune, e terrivelmente, por tê-las feito?! Vc, permitindo q seu filho faça coisas hediondas, e sabendo, desde antes de concebê-lo, q ele, realmente, as fará, o “cria” e o coloca no mundo, entre outros bilhões de brinquedos/criaturas defeituosas e extremamente perigosas; dá-lhe liberdade para q realize os absurdos q ele está inclinado a realizar e, depois (com todo seu amor de pai!), o castiga por tê-los realizado!"
    Dirão: “Afirmar que Deus deu permissão é fazê-lo cúmplice das incúrias e desmandos q os homens, por livre e espontanea vontade, cometem”.
    Resp: “Está bem; Deus não deu permissão para nossos desmandos, mas permite q os façamos. Vamos expor a questão de outra maneira: o Criador, ao nos criar, diz: “em frente de vocês estão duas estradas, a do bem e a do mal; dou-lhes tendências ou inclinações ou possibilidades, para seguirem por uma ou pela outra, pela qual quiserem”. E, depois, se seguimos pela qual escolhemos, premia os q escolheram seguir pela estrada do bem, e castiga aqueles q seguiram pela estrada do mal".
    Dirão: “Deus não deu permissão para o mal!”
    Resp: “Está bem, não deu, mas nos criou com uma constituição apta para o mal, disposição para o bem ou para o mal. Deus nos deu aptidão e permitiu q seguíssemos pela estrada q quisermos seguir e, se seguimos pela errada, nos pune. Criou lei qto a isso, sabendo exatamente, e desde sempre, q João e José serão recompensados porq escolherão a estrada “preferida” pelo Criador, e q Antonio e André serão punidos porq seguirão pela estrada que o Criador lhes dão aptidão para segui-la, mas q não quer q sigam por ela.
    Deus, por sua onisciência sabe, desde sempre, desde antes de nos criar, que eu e vc faremos isso e aquilo; q eu, pelos defeitos q apresentarei, e que, tb Deus, por ser onisciente, sabe, sem sombra de dúvida, desde antes q eu exista, q os apresentarei, defeitos, portanto, desde sempre conhecidos pelo Criador; sabe q provocarei lágrimas, tragédias e desgraças, coisas hediondas, tanto q antecipadamente promulga leis destinadas a me punir pelos desmandos, q Ele sabia e sabe q eu, <obrigatoriamente>, os farei!"
    Dirão: “Do fato de Deus, por sua onisciência, conhecer o q faremos de mal, não se infere em que Ele tenha de interferir em nossas ações”.
    Resp: “Concordo; não infere em q Ele “tenha” de interferir em nossas ações, porém não explica o fato da possibilidade ou poder nosso de irmos contra a previsão de sua onisciência, pois Ele sempre soube q eu mataria o desafeto e, se eu modificasse essa presciência, significaria q sua onisciência falhou redondamente. Pela Sua onisciência, eu faria uma morte mas, pela minha vontade, não a fiz; portanto “arruinei” a presciência do Onisciente!! Pelas religiões, isso não é um absurdo sem nome?"
    Dirão: “Mas, nossos pecados derivam da nossa moral!”
    Resp: "E nossa moral deriva de quê? De nossa vontade de sermos mais avançados moralmente, ou de nossa vontade de sermos mais atrasados moralmente? De que deriva a moral possuída por alguém, senão de sua maior ou menor compreensão adquirida conforme o nível de aprendizado em q está nesta escola do bem e do mal, q é a vida? É nossa escolha q nos faz morais ou imorais ou é o q aprendemos em nossa vivência do dia-a-dia? Analisem!"
    Dirão: “As normas da lei natural ditam as exigencias do amor; quem as descumpre atenta contra ela; assim, Deus julga os transgressores e os pune!”.
    Resp: “E evidente q com “lei natural”, vc quer dizer “lei de Deus”, lei criada antecipadamente e especialmente para me punir pelos absurdos q, <sem poder deles me esquivar>, obrigatoriamente, praticarei, concorda? Se Deus, por sua onisciência, sabe que eu matarei um desafeto, obrigatoriamente o matarei, certo? Ou a onisciência pode falhar? Dentro dessa constatação, todos, sem exceção, praticam o bem e o mal como lhes está previsto desde sempre; essa é a minha compreensão da oniscincia. Se alguém puder ajudar-me a compreender de outro modo, eu agradeceria".
    Dirão: “Deus não interfere pois, se interferisse, estaria nos tirando a liberdade de agir”.
    Resp: “Analise, amigo: o Criador, me cria sabendo q cometerei tais e tais absurdos, pois me deu possibilidades de comete-los e, depois, me castiga se cometo tais e tais absurdos. Como eu poderia não cometê-los se o Onisciente previra q eu os cometeria? Afinal, existe ou não a onisciência? Se Deus sabe q eu faria isso ou aquilo de errado, se eu resolvesse me reformar intimamente e não fazer esses erros, teria falhado a sabedoria do Criador qto ao futuro!"
    Dirão: “A culpa em que está o homem é que lhe vai dar a pena conforme sua incorrência no artigo da lei de Deus!”.
    Resp: “E, amigo, quem proporciona ao homem esse estado de culpa, esse estado pelo qual deve ser culpado? Onde o homem aprende a cometer tantos absurdos? Onde aprende a prender-se a tantas imperfeições? Não são as experiências do dia-a-dia da vida, da mesma escola onde, pela vontade de Deus, está para aprender a se libertar das imperfeições, e ter, como destino, a felicidade ou o “céu”, q o ensinam a elas se prender? Ou é o próprio homem q, por livre vontade, à força, coloca dentro de si mesmo, monstruosas imperfeições? O q é que forma o caráter do homem e, em conseqüência, determina seus comportamentos, discernimento, suas concepções sobre o bem e sobre o mal, sua vontade, escolhas e decisões e faz uns inteligentes e outros néscios? O homem mesmo se faz, por livre e espontânea vontade, portador de um caráter defeituoso, ou de características maldosas, comportamentos, discernimento e inteligência defeituosos moralmente?
    Meu amigo, as religiões nos ensinam q, dos “pecados” vêm os sofrimentos, certo? E porq uns pecam mais do q outros? A q se deve isso, senão às desigualdades do caráter? É essa desigualdade q causa a desigualdade de procedimentos, uns bons, outros maus, ou o q será q a causa? Daí, do que somos intimamente, derivam todos os atos, todos os sofrimentos, toda felicidade ou infelicidade do homem... E, o q todos os homens, sem exceção, buscam, é fugir do sofrimento e conquistar a felicidade; todas as ações dos homens, do mais virtuoso ao mais vicioso, sejam ações no sentido do bem ou no sentido do mal, têm esse mesmo objetivo: ser mais feliz ou menos infeliz".
    Dirão: "Mas as leis de Deus estão presentes nos mandamentos e ensinamentos dos mestres de cujas palavras os homens convencionaram religiões!”.
    Resp: “Sim, amigo, mas o homem pode esquecê-las ou negligenciá-las; e então lhe pergunto: de esquecer, quem pode ser culpado de esquecer? De negligenciá-las, porq o homem faria isso senão por ignorancia, ou da própria lei, ou das conseqüências de violá-las? Tudo q o homem faz de errado, tudo mesmo, é fruto da ignorancia; não possui compreensão suficiente para perceber q todos seus erros perturbam ou desarmonizam a criação e, pelo medo de sofrer, deseja sempre criar vantagens para si mesmo. E se ele comete erros, portanto, isso vem de sua compreensão, ainda deficiente, adquirida nas experiências/lições da vida. E, aqui, portanto, tb, não lhe cabe culpa".
    Dirão: “Mas todos conhecem as leis de Deus; só as violam segundo sua vontade e suas convicções”.
    Resp: “O amigo tem certeza absoluta do q disse, ou a certeza lhe vem apenas da fé q tem em sua doutrina? Todos conhecem a Lei de Deus? Todos as tem no seu “arquivo”? Se têm, porq não a acessam? Por vontade de sofrer por não cumpri-la ou por ignorancia do q o descumprimento pode causar, ou por seu caráter defeituoso? E pode alguém ser responsável ou culpado porq sua vontade ou convicções o impedem de acessá-la? Tantos não crêem em Deus e, muito menos, em suas leis; tantos não acreditam num homem chamado Jesus, e muitos acreditam q esse homem nunca existiu. Há tantos erros na história q dos evangelhos consta q, muitos q acreditavam, deixaram de acreditar. Apenas um, q me lembro agora: José e Maria, por causa de um recenseamento decretado pelo governo romano, foram pa Belém, onde nasceu Jesus; no entanto, há provas inquestionáveis de q esse recenseamento nunca existiu, como tb suspeitas de historiadores e pesquisadores (neste caso apenas suspeitas, embora bem alicerçadas) q nem Belém existia na data desse censo que nunca houve. Há mais muitas coisas erradas na história, das quais não me recordo agora. Por isso, muitos crêem q Jesus nunca existiu; se bem q, o fato de ter existido ou não, não tem importância; o q tem importância são os ensinamentos atribuídos a ele".
    Dirão: “Mas o mal vem de um estado do espírito ou alma, não de uma determinação divina”.
    Resp: “Sim, de um estado de espírito tão absurdo q, com a permissão de Deus (pois não há qualquer poder acima do seu), traz, ao infrator da Lei, sofrimentos torturantes e insuportáveis q, conforme certas doutrinas, podem se estender por séculos e séculos ou por toda a eternidade. Novamente repito: criou a todos com aptidão, com a possibilidade de errar; sabe o erro X ou Y q cada um de nós praticará no futuro, mesmo antes de nos criar e, se os praticamos, nos castiga. Aliás, corrijo a expressão “se os praticamos” pois não existe a possibilidade de não os praticarmos, pois o Criador, já, desde sempre, sabe q os praticaremos".
    Dirão: “O amigo questiona: "Onde o espírito aprendeu a cometer tantos absurdos? Onde aprendeu a prender-se a tantas imperfeições?" e eu lhe digo: o Espírito sopra para todos os lugares, se sopra para o bem, recebe o vento benfazejo, porém se sopra para o lado das trevas o que receberá será a treva”.
    Resp: “Novamente o amigo traz a questão das desigualdades, para a qual nenhuma doutrina tem resposta”.
    Dirão: “Tendo liberdade de escolher, a alma, ou o espírito, ou o homem tem sempre a oportunidade de fazer ou não fazer algo... Se faz, é justo que, pela Lei natural, receba as respostas: ou recompensas, ou castigos”.
    Resp: “Aqui temos dois pontos a considerar; o amigo já fez análise profunda do q seja a liberdade de escolha? Porq chamam de <libvre> aquilo q está totalmente <preso> ao que a vida já ensinou? Ninguém escolhe simplesmente por sua livre vontade. Até para escolher entre dois doces você não o faz livremente; vc escolhe com base em seus conhecimentos adquiridos no passado; se tem fome, o maior; se nâo tem fome aquele q lhe parece mais saboroso etc. Livre vontade ou arbítrio é nada mais q uma tentativa de as religiões explicarem o inexplicável (para elas) sofrimento do mundo.
    Veja só um exemplo simples de como nossas escolhas não dependem de uma vontade livre (isso se aplica a todos os tipos de escolhas, seja das provas ou outra qualquer): você caminha por uma estrada que, de repente, se bifurca; por qual das duas vai continuar? Vc não vai decidir ou escolher como num jogo de cara-ou-coroa, ou num estalar de dedos. Sempre vc analisa, por mais simples que seja essa análise, qual a estrada a seguir; a mais vantajosa, a mais sombreada, a que tem menos obstáculos a transpor, a q lhe dará mais vantagem para progredir. E porque vc analisa? Porque, pelas experiências anteriores de sua vida, já aprendeu q deve continuar por aquela cuja ponte está intacta, pela mais sombreada, pela cujo pavimento é melhor, pela q, mais facilmente, poderá levar vc a seu objetivo. Só não agem assim o desesperado, dementado, descontrolado, ignorante e, por isso, podem até continuar sua marcha pela estrada pior, ou cometer absurdos, como vemos no mundo. Mas esse não tem controle, não raciocina, é ignorante, logo, não é responsável.
    Portanto, o chamado <livre> arbítrio <nunca> é <livre>: está sempre <preso> ao conhecimento, à compreensão anterior, que já temos das coisas e do mundo. Todas as escolhas que fazemos e todas as decisões que tomamos estão totalmente presas ao nosso passado, ao conhecimento que já nos foi ministrado pela escola da vida e, assim, portanto, não agimos livres. Do mesmo modo acontece em todos os aspectos da vida individual ou coletiva. Sempre, qualquer decisão, escolha ou arbítrio, depende totalmente das experiências anteriormente adquiridas. Não escolhemos livremente. Todas nossas escolhas das mais simples e inofensivas, como a de um lápis, às mais complexas, imprevisíveis e perigosas, como matar um desafeto ou declarar uma guerra, são alicerçadas, presas, portanto, ao q a vida já nos ensinou. Assim, para todas as escolhas q fazemos podemos dizer: a vida escolhe por nós. Mestres e sábios dizem: “aquele q pensa q escolhe é imaturo”. E a ciência moderna: “a escolha não é nossa”.
    Talvez, por isso o místico apóstolo Paulo tenha afirmado: “É o Senhor que opera em nós o pensar e o fazer” e, ainda, como que justificando o fato de sofrermos, inexplicavelmente sem culpas, pois que os pensamentos não são nossos e, consequentemente, nem os desejos, nem as ações, nem as obras, afirmou: “Não é por vossas obras que sereis salvos, mas pela graça de Deus”.
    Dirão: “Agora, mesmo tendo sido Deus quem exarou tal lei, ele apenas julga a intenção; as penas, estas é a lei natural que, conforme o estado de culpa, fará com que o homem sofra mais ou menos”.
    Resp: “Se não foi o Criador quem criou a, denominada por vc "lei natural" q determinam sofrimentos, quem foi? A natureza? Ou o homem, o único agente ativo restante, depois q Satanás foi aposentado? E de onde vêm as culpas? O homem/espírito foi criado ignorante e, depois, se erra é culpado por ser ignorante?!"
    Dirão: “O fator determinante para um caráter vicioso são as mazelas que, por sua própria vontade, o homem fez se encostarem nele, assim acumpliciando-se ao mal”.
    Resp: “Então, é por livre vontade q a alma ou espirito escolhe ser infeliz qdo pode escolher ser feliz?! É o espirito, vc ou eu, q colocamos em nós mesmos, por nosso desejo e vontade, as imperfeições? Se é pelo q aprendeu no dia a dia, nas experiências da vida, q fizeram q ele adquirisse defeitos morais, quem é o responsável, o próprio espírito ou as lições da escola da vida? As vivências o ensinaram a ser mau ou bom; nenhuma responsabilidade, portanto, lhe cabe. E porq dizem q é a “lei natural” q pune?! Porq todos evitam falar em castigos, em punições, em sofrimentos inenarráveis impostos por Deus, ou por suas leis punitivas, se esses conceitos vêm sempre do q as doutrinas ensinam?!
    Amigos, é preciso analisar, questionar, refletir! Infelizmente muitos, passivamente, aceitam o q as doutrinas lhes ensinam porq têm confiança em suas fontes. E descartam todas as demais fontes de conhecimento, mesmo sem conhecê-las, preconceituosos, portanto.
    ..........................................................




    avatar
    Monstrinho

    Mensagens : 145
    Data de inscrição : 22/05/2011

    Re: A PRESCIÊNCIA DE DEUS

    Mensagem  Monstrinho em Qui Ago 04, 2011 9:07 pm

    Muito interessante a dialética utilizada por você. É uma pena que os religiosos aqui não aparecem para "submeter-se" a ela.

    Toda dialética tem como objetivo convencer o outro. Assim, utilizaram-se da dialética, Sócrates, Jesus, Buda e até mesmo Giordano Bruno, no seu "Do Infinito, do Universo e dos Mundos", cujo interlocutor é alguém que representa o paradigma ptolomaico, que é representado pela igreja de então.

    Apesar de a dialética não só questionar o interlocutor pois, - "tem como objetivo penetrar sua alma" (Platão) - , Hans-George Gadamer, o grande filósofo da Hermenêutica contemporânea, irá dizer que "em todo enunciado subjaz uma pergunta" (Verdade e Método II), e que, quando o enunciador formula o enunciado, é de se pressupor que ele já tenha uma resposta para o mesmo. Mas o que Gadamer está dizendo é que, independente da vontade do enunciador, todo enunciado já trás em seu bojo uma pergunta e também uma resposta.

    Assim sendo, por que não colocar também enunciados ao invés de somente abordar essa questão - que alguns de nós já conhecem - para se suscitar perguntas por parte desses interlocutores que são exatamente os religiosos das mais variadas confissões religiosas?

    E você termina por não responder as questões que coloca, nessa dialética sem fim.

    Tomemos um enunciado: "Os Espíritos imperfeitos são voltados à prática do mal". A pergunta subjacente é: "Porque há seres voltados à prática do mal?" (veja que você até agora só conseguiu responder "o porquê de haver Espíritos imperfeitos"), cuja resposta também já se encontra no próprio enunciado: "porque há Espíritos imperfeitos"?.

    Imperfeitos em que afinal? Talvez não seja o caso de se colocar uma resposta a essa questão?

    Dirá você: "a imperfeição deles decorre da ignorância advinda das próprias condições que Maya suscita no mundo material". O enunciado já trás a resposta em si, em cuja pergunta está implícita no mesmo: "Por que o mundo de Maya suscita a ignorância?

    A meu ver, é essa questão que precisa de resposta.

    Abçs,


    Convidad
    Convidado

    Re: A PRESCIÊNCIA DE DEUS

    Mensagem  Convidad em Sex Ago 05, 2011 11:02 am

    Monstrinho, sua questão:

    “... por que não colocar também enunciados ao invés de somente abordar essa questão - que alguns de nós já conhecem - para se suscitar perguntas por parte desses interlocutores que são exatamente os religiosos das mais variadas confissões religiosas?”

    Cel: o amigo disse bem: “alguns já conhecem”; pois minha intenção é enviar textos para aqueles q não o conhecem ainda e, para q se recordem, se for necessário, aqueles q já o conhecem.

    Mons: “E você termina por não responder as questões que coloca, nessa dialética sem fim”.

    Cel: pois é esse o objetivo de minhas colocações: não trazer respostas para, com isso, provocar a reflexão dos amigos; para mim, este é um modo de incitá-los a, além de refletir, que busquem respostas em suas cabeças e em outras direções; se buscarem com afinco, tenho certeza de q as encontrarão. Sinto q nada destes assuntos, deve ser oferecido numa bandeija, já mastigado ou interpretado por outrem, pronto para ser digerido.

    Mons:“Tomemos um enunciado: "Os Espíritos imperfeitos são voltados à prática do mal". A pergunta subjacente é: "Porque há seres voltados à prática do mal?" (veja que você até agora só conseguiu responder "o porquê de haver Espíritos imperfeitos")”.

    Cel: eu disse q há “espíritos imperfeitos”?! Então, me perdoem, pois me enganei; não há espiritos imperfeitos; os espiritos são “o” Espirito, único, indiviso, consciencia universal, a q damos o nome de Deus. Há homens imperfeitos, pois: espirito (q sempre é perfeito) + ego = homem imperfeito e homem imperfeito – ego = espirito.

    Mons: “... cuja resposta também já se encontra no próprio enunciado: "porque há Espíritos imperfeitos"?”

    Cel: não consigo ver a resposta, nesse enunciado; vai ver q minhas lentes precisam ser trocadas! Talvez essa seja uma maneira de dizer q a resposta se encontra em nosso interior mais profundo; q, se refletirmos o suficiente, a encontraremos. Todas as respostas estão em nós, mas não temos condições de acessá-las, senão com muito trabalho, dedicação e paciencia.

    Mons: “Dirá você: "a imperfeição deles decorre da ignorância advinda das próprias condições que Maya suscita no mundo material". O enunciado já trás a resposta em si, em cuja pergunta está implícita no mesmo: "Por que o mundo de Maya suscita a ignorância?”

    Cel: é, com certeza, minhas lentes nada me deixam perceber corretamente. Só posso dizer q maya é filhote do ego; este, portanto, é o pai das ilusões e, consequentemente, da ignorancia: em vez de se dizer “mundo do ego”, dizem “mundo de maya”, apenas isso. Afinal, é a mesma coisa.

    Mons: “A meu ver, é essa questão que precisa de resposta”.

    Cel: resposta: o ego é “defesa” psicológica, inconscientemente criada por nós mesmos, ao nos depararmos com o “não eu”, o mundo ameaçador, ao nosso redor; como é nossa defesa, está sempre a nosso favor, extremamente parcial, portanto, e, assim, sua interpretação do mundo é não confiável; pode trazer interpretações corretas ou incorretas e, portanto, não oferece confiança; pelo tempo decorrido, desde q vemos o mundo por sua ótica, dificilmente nos dará interpretações corretas porq está profundamente contaminado pelos condicionamentos q o mundo, através dele, nos deu e dá o tempo todo: cultura, tradições, crenças, sociedade etc. Para eliminar os condicionamentos, q nada mais são do q ilusões, temos de, evidentemente, eliminar o ego ou mente localizada em nós: “A mente é a assassina de Deus; mate a assassina”, lembra-se?

    Abçs (a máquina não está apontado erros etc; assim, q não me corrija o Adm, pois a máquina é minha, mas a culpa não).

    Conteúdo patrocinado

    Re: A PRESCIÊNCIA DE DEUS

    Mensagem  Conteúdo patrocinado


      Data/hora atual: Qua Ago 16, 2017 11:53 pm