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    A Natureza da Morte – alegórica e literal

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    A Natureza da Morte – alegórica e literal

    Mensagem  Convidad em Dom Set 11, 2011 4:06 pm

    A crença do Mahatma Gandhi na retidão de ahimsa (não-violencia) é ao esmo tempo válida e improfícua. Devemos sempre adotar uma atitude de ahimsa, oi seja, nunca devemos desejar o mal para alguém ou alguma coisa. Mas, como observou Swami Sri Yukteswar, “Este mundo não está muito bem organizado para a prática literal de ahimsa”. A frase de Swami dizia respeito à exterminação de mosquitos, insetos danosos a vida humana e precisam, por isto, focar sob controle. Alem do mais, é difícil, senão impossível, não pisar e esmagar insetos minúsculos, dirigir um carro sem que eles se estraçalhem contra o pára-brisas, etc, etc.... A proibição de fazer o mal, nas escrituras, refere-se à atitude da pessoa, afirma Sri Yukteswar. Não devemos querer ferir ninguém, mas somos obrigados a liquidar criaturas prejudiciais. De fato, protegê-las a expensas da vida humana seria um pecado, por quanto o corpo humano é espiritualmente mais evoluído do que o de qualquer animal inferior.

    Se um lunático aparecesse em nossa vizinhança e começasse a fuzilar pessoas, seria correto e necessário, sob o ponto de vista do karma, matá-lo, caso não houvesse outro meio de dete-lo. Mais vale uma morte merecida que muitas indevidas.
    Ocasiões há em que a guerra é justa por ser necessária. Para Arjuna, fugir ao dever de guerreiro nesta guerra será não uma virtude, mas um pecado. Krisna então consola Arjuna dizendo-lhe que a alma, aconteça o que acontecer, nunca morre. Ela é parte de Deus e, portanto, não pode ser destruída. A seguir declara que a reencarnação é um fato. A alma não apenas continua sua existência num plano superior como regressa a este mundo, em sucessivos corpos, ate alcançar a libertação.

    Krishna não pára por ai, mas prossegue explicando o lado profundo da morte e do renascimento. O Bhagavad Gita é acima de tudo uma alegoria da evolução da alma. A alma , na verdade não evolui, pois já é perfeita.O ego, ou jiva - a alma ligada ao corpo – é que percorre o caminho da libertação.
    Diz Krishna: “A energia que se aplica num erro, a energia com que odiamos pessoas ou empenhamos em perseguir prazeres do mundo não pode ser eliminada, nunca destruída, só pode ser transmutada e se voltar para objetivos espirituais. Nada se perde jamais, o que depuseres no plano material, recuperaras de maneira mil vezes mais esplendorosa em Deus.

    A vida, no dizer de Krishna, não é determinada pela existência ou não-existencia de um corpo físico. Não é o corpo que da a vida, nós é que damos vida ao corpo. Mesmo depois de abandonar o corpo físico, nós não ficamos destituídos de corpo. Aquele não passa de uma casca exterior que abriga o corpo astral – e o corpo astral é mera condensação de energia que envolve o corpo causal, feito de idéias. Nenhum destes corpos alimenta o homem de vida e consciência, ao contrário, o homem é que os alimenta.

    Continua.... study

    A essência do Bhagavad Gita – Paramhasa Yogananda - Cap. 10 A Natureza da Morta – alegórica e literal.
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    Monstrinho

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    Re: A Natureza da Morte – alegórica e literal

    Mensagem  Monstrinho em Dom Set 11, 2011 7:22 pm

    Mulher Celta escreveu:A vida, no dizer de Krishna, não é determinada pela existência ou não-existencia de um corpo físico. Não é o corpo que da a vida, nós é que damos vida ao corpo. Mesmo depois de abandonar o corpo físico, nós não ficamos destituídos de corpo. Aquele não passa de uma casca exterior que abriga o corpo astral – e o corpo astral é mera condensação de energia que envolve o corpo causal, feito de idéias. Nenhum destes corpos alimenta o homem de vida e consciência, ao contrário, o homem é que os alimenta.

    Continua.... study

    A essência do Bhagavad Gita – Paramhasa Yogananda - Cap. 10 A Natureza da Morta – alegórica e literal.

    Olá, Mulher Celta!

    Achei interessante esta parte em que Krishna fala do corpo astral. Ontem estava lendo uma entrevista com Swami Vivekananda sobre o corpo astral, em que ele declara que "nós continuamos com um corpo delgado após a morte, e que, desde esta vida, já podemos transformar esse corpo astral em um corpo divino".

    Parece que o "corpo astral" concebido pelo Hinduísmo e pela Filosofia Vedanta, seria semelhante ao perispírito descrito por Allan Kardec, em que, segundo este último, vai ficando delgado à medida em que o Espírito vai evoluindo.

    Ao ler o Bhagavad-Gita, dias atrás também, recordo-me de Krishna dizendo que a alma pode habitar diversos planetas, incluindo os "planetas celestes" ou "planetas dos semi-deuses", mas estes planetas não são ainda, a morada eterna do Espírito, em que o Atman se confunde ou fica em comunhão eterna com Brahman. Aqui também o Bhagavad-Gita parece estar de acordo com as teses cristãs de "Cidade dos Homens e Cidade de Deus" (Santo Agostinho) - e também com o Gênesis e os "6 dias da criação" e o Apocalipse com o "fim dos tempos" - e com as teses espíritas das "diversas ordens de mundos, dos inferiores e de provas e expiações aos celestes e divinos", bem como com as teorias de Pietro Ubaldi, descritas em "A Grande Síntese". Segundo a Doutrina Espírita, por exemplo, mesmos os mundos "celestes e divinos" seriam mundos materiais ainda, e portanto estariam dentro deste Universo, ao passo que o Mundo dos Espíritos seria o Mundo Espiritual fora do Universo - morada das almas que estão livres da Roda do Samasara, dos ciclos de renascimento e morte.

    Outro aspecto interessante no Bhagavad-gita, é quando Krishna, se auto-descrevendo a Arjuna, fala do dia de Brahman e da noite de Brahman.

    O "dia de Brahman" seria o período de "criação" do Universo material, e a "noite de Brahman", corresponderia à aniquilação deste mesmo Universo, com todos os seus seres.

    Se a "teoria" de Krishna está de acordo com o "espiritualistmo ubaldiano" - e também com algumas teses espíritas e cristãs sobre "começo e fim do 'mundo" -, o "dia de Brahman" corresponderia ao Big-bang (criação da matéria e dos seres viventes) e a "noite de Brahman" seria este período de inflação do Universo, que estamos vivendo agora, e que caminha para o seu fim, já que devido à sua inflação, fazendo dele um universo de baixa energia, o seu fim será um Universo congelado ou então, caminhando para o que os físicos e cosmólogos do século XX chamaram de Big-Crunch, ou seja, um "encolhimento" do Universo, que também culminaria no seu fim.

    Pelo menos é isso que Krishna diz no Baghavad-Gita, quando fala do dia e da noite de Brahman.

    Abçs,



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    Perispirito...

    Mensagem  Convidad em Ter Set 13, 2011 8:17 pm

    Olá Renato...

    Realmente o perispírito é citado em várias doutrinas mudando apenas a sua denominação...

    Para Kardec/perispírito; para Aristóteles/Corpo sutil e etéreo; para o Budismo esotérico/Kama-rupa; para Leibniz/Corpo fluídico; para Orígenes./Aura; para Pitágoras./Carne sutil da alma; para Paracelso/Corpo astral; para Paulo de Tarso/Corpo espiritual ou incorruptível; Budismo esotérico por Kama-Rupa...

    E é verdade que desde esta vida podemos transformar este corpo, O perispírito, é aparelhagem de matéria rarefeita, alterando-se, de acordo com o padrão vibratório do nosso campo interno sob o comando do pensamento.
    Quanto mais progresso espiritual mais sutil será nosso perispírito.

    Abraços... drunken

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    Re: A Natureza da Morte – alegórica e literal

    Mensagem  Convidad em Seg Set 19, 2011 11:37 am

    Mulher Celta escreveu: - “A crença de Gandhi na ahimsa... Mas, como observou Sri Yukteswar, “Este mundo não está muito bem organizado para a prática literal de ahimsa”.

    Cel: - penso q aí faltou acrescentar a palavra “materialmente”; ficaria assim: “este mundo não está preparado materialmente para a prática literal de ahimsa”. Mesmo q desejássemos, seria impossivel praticar, literalmente, a não-violencia, pois nossos órgãos de relação com o mundo, imperfeitos, o impedem. Por eles nossa sensibilidade está inoperante por várias razões, como as citadas no texto: insetos minúsculos, etc e, portanto, não percebemos a destruição q fazemos a todo instante.

    Texto: “... afirma Yukteswar. Não devemos querer ferir ninguém, mas somos obrigados a liquidar criaturas prejudiciais. De fato, protegê-las a expensas da vida humana seria um pecado, porquanto, o corpo humano é espiritualmente mais evoluído do que o de qualquer animal inferior.

    Cel: minha amiga, tem certeza de q Yukteswar disse exatamente isso?! Q o corpo humano material é mais evoluído “espiritualmente” nos humanos? (materia evoluida espiritualmente!!). Sri Yukteswar não estaria querendo dizer q o corpo humano, este sim, é mais evoluido “materialmente” do q o de qualquer animal inferior? O q significaria para ele evolução espiritual da matéria do corpo humano?! E será q ele diria q o animal, dito racional, o humano, é mais evoluído “espiritualmente”, tem sua alma mais evoluída do q o animal, dito irracional, o não humano?! Diante dessas palavras do texto, é preciso perguntar: “o q será, então, evolução espiritual?” Se a alma é perfeita, não existe evolução espiritual no homem, nem nos demais animais!

    Texto: “Se um lunático começasse a fuzilar pessoas, seria correto e necessário, sob o ponto de vista do karma, matá-lo, caso não houvesse outro meio de dete-lo. Mais vale uma morte merecida que muitas indevidas”.

    Cel: - amiga Celta, qual será o significado desse “do ponto de vista do karma”? E de q “mais vale uma morte merecida q muitas indevidas”? Observe, minha amiga: não há méritos, nem merecimentos como tb não há deméritos, nem desmerecimentos q possam ser atribuidos às ações dos homens; cada um apenas está fazendo o q as lições desta escola, do bem e do mal q é a vida, o levam a fazer. Nada é escolha ou responsabilidade nossa, como asseguram os sábios e, hoje, a ciência. Assim, Paulo disse: “É o Senhor q opera em nós o pensar, o querer e o fazer”; os místicos dizem: “Aquele q pensa q escolhe é imaturo”; a ciencia moderna: “a escolha não é nossa”. Por isso disse outro sábio: “... é tão absurdo castigar um malfeitor, qto premiar um benfeitor; eles nada mais fazem do q o q a vida os leva a fazer...”.

    Texto: - Para Arjuna, fugir ao dever de guerreiro nesta guerra será, não uma virtude, mas um pecado.

    Cel: minha amiga, no Gita, essa guerra, vc sabe, é, apenas, uma alegoria da batalha q se dá em nossa mente, bem contra o mal... Para Arjuna, o representante dos homens, vem a indecisão: como destruir apegos, cobiças, ambições, violências, atos planejados para crescer em poder, mando, conquistas etc, se foram esses, q ele chama de irmãos, parentes e amigos, q o ajudaram, desde todo o passado, a chegar ao ponto em q está no momento em q vai iniciar essa batalha? (E Arjuna está compreendendo q deve dar início à batalha porq a vida o fez entender q assim é q deve proceder. Sempre o movimento da vida está por trás de todas as escolhas, decisões e obras nossas). Pela indecisão, pede ajuda a Krishna, o representante de Deus; e, na alegoria, surge Krishna, aos pés do qual Arjuna se ajoelha e pede q resolva o dilema.

    Texto: - Krisna então consola Arjuna dizendo-lhe que a alma, aconteça o que acontecer, nunca morre. Ela é parte de Deus e, portanto, não pode ser destruída.

    Cel: - quem analisou as imagens e quadros representativos da interpretação do Gita, poderá perceber q mais importante (para mim e talvez para todos, pois q resolve os problemas de culpas e remorsos) do q saber q a alma não morre, ou q a reencarnação é um fato, é uma outra coisa; notará q a batalha vai ter início e, alí está o mais importante, um detalhe por muitos não percebido; quem tudo comanda não é Arjuna, o homem em cuja mente se dá a luta entre o bem e mal, mas Krishna, Deus; este assume o comando do carro de Arjuna, toma as rédeas dos cavalos e dirige a guerra toda. Com isso o Gita está mostrando q quem tem o controle, escolhe e decide não é o homem, mas Deus. Esta a lição mais importante do Gita: Deus comanda, Deus faz tudo, realiza todos os pensamentos, desejos, vontades, obras. Pensamos q todas essas coisas são feitas por nós; q decidimos, q escolhemos com o uso do livre-arbítrio; nos desapontamos e sofremos se não dão certo ou, mais tarde, com os remorsos pelo q fizemos, mas, na realidade, tudo foi e é feito por Deus. É o mesmo q asseguram Paulo, Jesus, os misticos e a ciencia. Assim, não há nem culpas, nem culpados, nem punições, nem recompensas, nem bons, nem maus, nem bondade, nem maldade, senão em nossa interpretação ilusória do mundo. “Tudo foi feito por Deus, e sem ele nada se fez”.

    Texto: - A alma não apenas continua sua existência num plano superior como regressa a este mundo, em sucessivos corpos, ate alcançar a libertação.

    Cel: - esse é o entendimento das religiões populares, exotéricas, organizadas segundo escrituras e livros dito sagrados, mas, para os místicos, para a fase esotérica das religiões, não há regressos a mundos em sucessivos corpos; nem necessidade de alcançar a libertação, portanto, nem reencarnação. Para a fase esotérica, o espírito é “o” Espírito, puro e perfeito; é a alma/consciencia universal, total, absoluta, ilimitada e perfeita. Então para quê evoluir, para quê reencarnar? Na visão de sábios, mestres, místicos e da ciencia moderna “Só existe uma Consciencia/Mente e nós somos essa consciencia”

    Texto: - O Gita é acima de tudo uma alegoria da evolução da alma. A alma, na verdade não evolui, pois já é perfeita.O ego, ou jiva - a alma ligada ao corpo – é que percorre o caminho da libertação.

    Cel: como compreender isso? A alma é perfeita, é a própria Divindade (“eu e o Pai somos um”; “só existe uma mente/consciencia e nós somos essa mente”); mas a alma deve sofrer porq tem de acompanhar o ego em seu processo evolutivo? A alma é real, o ego é irreal, apenas uma construção de nossa mente; contudo, a alma, q é pura, perfeita e real, tem de, obrigatoriamente, acompanhar o ego/corpo em todos seu caminho ascencional?! Afinal, o q é o ego q ‘tem’ de evoluir? De onde vem o ego? Será o ego uma entidade distinta e independente, e a alma é q dele depende e, assim, tem de estar com o ego enqto este está evoluindo? Será q a alma, q não tem de se libertar, está, no entanto, presa ao ego e este é q tem de se libertar?! E o ego tem de se libertar do que? Ou é a alma q tem de se libertar do ego, das ilusões q este lhe provoca? O ego tem um destino a cumprir, um objetivo a atingir? Tornar-se imortal?!

    Texto: - Diz Krishna: “A energia que se aplica num erro, com que odiamos pessoas ou perseguimos os prazeres do mundo não pode ser eliminada, nunca destruída, só pode ser transmutada e se voltar para objetivos espirituais. Nada se perde jamais, o que depuseres no plano material, recuperarás de maneira mil vezes mais esplendorosa em Deus”.

    Cel: afinal, quem erra, quem odeia, quem persegue os prazeres do mundo? Não é a alma, q já é e sempre foi perfeita. Ou é o ego q é apenas uma forma pensamento, existente em nossa área psicológica? Por essas palavras, a vida inteira, as encarnações sem fim, recheadas de sofrimentos, se devem à necessidade q tem a alma de atender às exigencias de libertar o ego, q apenas é uma formação ou construção mental?!

    Monstrinho escreveu: - Achei interessante esta parte em que Krishna fala do corpo astral. Vivekananda sobre o corpo astral, declara que "nós continuamos com um corpo delgado após a morte, e que, desde esta vida, já podemos transformar esse corpo astral em um corpo divino".

    Cel: nada incoerente aí? Afinal, o q é q vai se transformar em um corpo divino? A alma não, pois já o é. O corpo astral? O corpo astral, q é apenas uma condensação de energia, q envolve o corpo causal feito de idéias???! Se existe, surgiu do contato da alma com o corpo físico, alimentado pelas energias nascidas dos pensamentos e emoçoes, não é isso? E, surgindo assim, deve se transformar em Deus, isto é, deve se igualar ao q a alma desde sempre foi?

    Mons escreveu:- Ao ler o Bhagavad-Gita, recordo-me de Krishna dizendo que a alma pode habitar diversos planetas, incluindo os "planetas celestes" ou "planetas dos semi-deuses", mas estes planetas não são ainda, a morada eterna do Espírito, em que o Atman se confunde ou fica em comunhão eterna com Brahman.

    Cel:- a alma ou consciencia universal, una, como ensina Paulo, misticos e a ciencia está em tudo e, portanto, é tudo. Assim, do mesmo modo q habita nosso pequeno planeta, habita todo o, ou “os” universos, sejam denominadas suas moradas de planetas “celestes”, ou o nome q se lhes dê. Contudo, como nesse mesmo texto está escrito, em concordancia com o misticismo, a alma é perfeita, não evolui; apenas habita o q for porq está em e é tudo. Mas, não existe uma continuidade do “eu”, pois este se dissolve na última realidade, ou Consciencia Universal. O q “encarna” e “desencarna”, o tempo todo e em qualquer lugar deste infinito universo, é a consciencia universal, talvez um número infinito de vezes. E, se há seres cerebrados, se manifesta por eles.

    Mulher Celta escreveu: - Realmente o perispírito é citado em várias doutrinas mudando apenas a sua denominação... E é verdade que desde esta vida podemos transformar este corpo. O perispírito, é aparelhagem de matéria rarefeita, alterando-se, de acordo com o padrão vibratório do nosso campo interno sob o comando do pensamento. Quanto mais progresso espiritual mais sutil será nosso perispírito.

    Cel:- aqui, pergunto novamente: o q é progresso espiritual? É progresso q transforma quem? A alma/espirito/essencia não se transforma; ela, como aquilo a q damos o nome de Deus, é concebida como perfeita!

    Abraços...


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    Monstrinho

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    Re: A Natureza da Morte – alegórica e literal

    Mensagem  Monstrinho em Seg Set 19, 2011 7:12 pm



    Coronel_ escreveu:Monstrinho escreveu: - Achei interessante esta parte em que Krishna fala do corpo astral. Vivekananda sobre o corpo astral, declara que "nós continuamos com um corpo delgado após a morte, e que, desde esta vida, já podemos transformar esse corpo astral em um corpo divino".

    Cel: nada incoerente aí? Afinal, o q é q vai se transformar em um corpo divino? A alma não, pois já o é. O corpo astral? O corpo astral, q é apenas uma condensação de energia, q envolve o corpo causal feito de idéias???! Se existe, surgiu do contato da alma com o corpo físico, alimentado pelas energias nascidas dos pensamentos e emoçoes, não é isso? E, surgindo assim, deve se transformar em Deus, isto é, deve se igualar ao q a alma desde sempre foi?

    Não nos esqueçamos que Vivekananda fala do ponto de vista do Hinduísmo - pelo menos no texto da entrevista dele. Assim, ele diz que o corpo astral, que os espíritas chamam de perispírito, vai ficando delgado à medida em que o Espírito entra em mundos cuja constituição, demanda corpos astrais mais delgados. E que eu me lembre, Krishna parece dizer que desde esta vida podemos ter um "corpo divino", mas lembre-se que ele esse corpo ainda é necessário para a reencarnação em mundos materiais, que ele chama de mundo dos semi-deuses.


    Coronel_ escreveu:
    Mons escreveu:- Ao ler o Bhagavad-Gita, recordo-me de Krishna dizendo que a alma pode habitar diversos planetas, incluindo os "planetas celestes" ou "planetas dos semi-deuses", mas estes planetas não são ainda, a morada eterna do Espírito, em que o Atman se confunde ou fica em comunhão eterna com Brahman.

    Cel:- a alma ou consciencia universal, una, como ensina Paulo, misticos e a ciencia está em tudo e, portanto, é tudo. Assim, do mesmo modo q habita nosso pequeno planeta, habita todo o, ou “os” universos, sejam denominadas suas moradas de planetas “celestes”, ou o nome q se lhes dê. Contudo, como nesse mesmo texto está escrito, em concordancia com o misticismo, a alma é perfeita, não evolui; apenas habita o q for porq está em e é tudo. Mas, não existe uma continuidade do “eu”, pois este se dissolve na última realidade, ou Consciencia Universal. O q “encarna” e “desencarna”, o tempo todo e em qualquer lugar deste infinito universo, é a consciencia universal, talvez um número infinito de vezes. E, se há seres cerebrados, se manifesta por eles.

    Concordo que a alma é perfeita, não necessitando de aperfeiçoamentos. Nesse sentido, tanto faz ela estar aqui na Terra, em mundos superiores ou no mundo espiritual.

    Ora, sei que não é o ego que reencarna, mas aqui parece haver uma contradição: se todas as nossas reencarnações, que Krishna chama de permanência no cativeiro, são reencarnações da consciência universal, como se explica então a questão do Karma? Sabemos que, de acordo com nossas vivências, geramos diversos tipos de Karmas. Como então a Consciência Cósmica iria reencarnar em todos os corpos como se ela já tivesse conhecimento de todos os Karmas? E, embora ela tenha consciência de todos os Karmas individuais, somos nós quem passamos por esses Karmas. Ou é uma ilusão pensar que estamos vivendo ou retomando alguma experiência carmática?

    Vivekananda diz em Karma-Yoga, que todos os seres do Universo fazem um esforço contínuo para se libertarem do Samsara, se auto-transcenderem, para um dia saírem do que Krishna chama de cativeiro.

    Por fim gostei da sua explicação sobre o Gita.


    Abçs,


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