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    NÃO TEMOS NEM CULPAS, NEM RESPONSABILIDADES. É A VIDA QUE NOS FAZ COMO SOMOS

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    NÃO TEMOS NEM CULPAS, NEM RESPONSABILIDADES. É A VIDA QUE NOS FAZ COMO SOMOS

    Mensagem  Convidad em Seg Set 12, 2011 12:23 pm

    Amigos, repito aqui msg já colocada em outro tópico; o objetivo é q outros, q não lêem aquele tópico, a leiam neste (q o Adm me perdoe).

    e amigo escreveu:- ... com base na sua doutrina, há algum motivo para viver?

    Cel:- não “com base em ‘minha’ doutrina”; o mais correto é “com base em minha compreensão”; afinal, não são as doutrinas q têm importância, mas o q delas compreendemos. Assim, pelo q compreendo, nenhum motivo existe em viver, senão o motivo (do qual não podemos fugir) de a consciência universal estar, penetrar em tudo e, assim, em cérebros q se revelam como “eu” e “vc”.

    Amigo escreveu:- Ainda, afirmo que temos controle sobre a vida. Podemos cometer suicídio e não haverá mais construtor do nosso destino.

    Cel:- e porq razão vc cometeria o suicídio? Simplesmente decide e pronto?! Ou é levado a essa decisão por desespero, por não acreditar em mais nada, pela perda de posses ou de amores, para provar q tem controle sobre sua vida? De onde lhe vem todo esse desespero, essas circunstancias q o levam a se matar, senão de sua vida anterior (não me refiro a uma ‘outra’ vida), das experiências q, agora, para sua compreensão, o levam a julgar q deve se suicidar?! Ninguém, nem vc, resolve, sem motivo algum, acabar com a própria vida; o mundo, as contingências da vida são q levam a julgar q é isso q deve ser feito. Veja: porq vc não acaba com sua vida agora mesmo? Simplesmente porq não quer fazer isso, ou porq a vida lhe colocou sobre os ombros compromissos familiares ou outros, esperanças de um amanhã mais significativo, expectativas de um futuro revelador e q mais o satisfaça do q o presente? Se vc vive em tristeza sem fim, descontente com a vida, sem quaisquer coisas q o prendam ao mundo, se mate, pois a vida lhe mostrou q deve faze-lo, q não há mais esperanças, nada a fazer, q nada melhorará, q seus desejos nunca se tornarão realidade... Mas, perceba, é sempre a vida, com as experiências q sobre nós exerce, com suas influencias más ou boas, q nos leva a escolher isto ou aquilo; nunca partimos do zero, do nada para escolher. Nem mesmo a criança, q está abrindo os olhos para a vida, faz alguma coisa sem q a vida a leve a fazer.

    Amigo escreveu:- Logo esta sua verdade é falsa.
    Não perca tempo com esse tipo de Doutrina. Saiba que nós somos os construtores e os chefes.

    Cel:- meu caro amigo, pode ser falsa para outros; para mim é fruto de minha compreensão.

    Amigo escreveu:- Inevitavelmente, não podemos mudar os efeitos de causas passadas, mas podemos escolher os efeitos futuros das causas do presente.

    Cel:- e com base em q, ou quais as razões q levarão alguém a escolher ou tentar mudar os futuros efeitos das causas do presente? Simplesmente estalará os dedos e dirá: “vou mudar”? E estará tentando mudar com q finalidade? Só pode ser com o objetivo de conseguir efeitos melhores do q aqueles q, à sua vida ou a vc, fizeram ser como é hoje, certo? E porq tentará conseguir efeitos melhores? Melhor e pior significam comparação; e comparar significa, nesse caso, medir os efeitos de causas anteriores (q está vivenciando agora) em relação aos efeitos melhores q procura... e toda possibilidade de comparar e, em conseqüência, de tentar mudar, vem do q a vida nos mostrou.

    Amigo escreveu: Essa é a lei, é imutável, todos os seres, sem exceção, estão submetidos a ela.

    Cel:- pode ser exatamente isso, meu amigo, mas é minha compreensão da vida, compreensão vinda das lições, depoimentos e testemunhos de mestres e sábios, desde há milênios aos dias de hoje, e até do entendimento q dividiu a ciência em “antes” e “depois”.

    Amigo escreveu:- A nossa vida presente é resultado das nossas escolhas do passado, e a nossa vida futura será resultado das escolhas que acontecerem no presente.

    Cel: concordo: e lhe pergunto: e as nossas escolhas do passado são resultado de quais causas? E as escolhas do presente, resultam de que? Sempre, tanto as escolhas passadas como as presentes, resultam daquilo q, por termos já aprendido/compreendido, julgamos que é o melhor a escolher. Ninguém (e nunca) faz escolhas aleatorias, sem motivo ou razão, e esse motivo ou razão está naquilo q a vida já nos ensinou. Todas as escolhas, sem exceção, de qualquer individuo (tb sem exceção de nenhum), sejam escolhas as mais simples e sem conseqüências a temer (escolher um copo para beber água), ou as mais complexas e de consequencias imprevisiveis e perigosas (matar alguém, declarar uma guerra, suicidar-se) exigem uma analise nossa, baseada naquilo q já sabemos; só não analisa quais as possíveis consequencias, ou se é necessário ou vale a pena escolher fazer isso ou aquilo, o dementado, o desesperado (q, por isso, não pensa, não analisa e pode cometer os absurdos q vemos no mundo).

    Amigo escreveu:- Olhando de uma forma mais absoluta ainda, nem mesmo existe passado ou futuro, existe apenas o presente, uma série de reações em cadeia acontecendo conforme os mecanismos e princípios envolvidos em cada reação.

    Cel:- sei disso, meu amigo; dentro dessa visão de que vivemos na eternidade, estamos escolhendo e escolhendo (no mundo de Samsara) o tempo todo (olho para a esquerda ou para a direita? Fico sentado ou me levanto?) e todas essas escolhas estão se realizando nesse tempo presente, pois como escolher no passado ou no futuro?

    Amigo escreveu:- com base no que você respondeu, pergunto-lhe: Quem controla a vida?

    Cel:- amigo, estranha pergunta. Quem controla a vida?! Mas nós somos a vida! Essa questão de controlar só existe em Samsara! E, ai, nós tentamos exercer qualquer controle, de muitas espécies, mas, na realidade, estamos, apenas tentando controlar ilusões. (“Porq sofres?! Porq 99 % de tudo o q fazes é para ti, e aí não há ninguém!”).

    Abraços.



    Alex

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    Re: NÃO TEMOS NEM CULPAS, NEM RESPONSABILIDADES. É A VIDA QUE NOS FAZ COMO SOMOS

    Mensagem  Alex em Seg Set 12, 2011 6:36 pm


    Olá a todos os amigos!

    Penso que, não cabe, atualmente, nos determos em questões de o porquê de a nossa vida estar assim ou assado, se nós fizemos isto ou aquilo nesta, ou em outras vidas, se fizemos escolhas que geraram este ou aquele karma. Penso, diversamente, que podemos sim, fazer uma única escolha, que é, como disse o Buda, aceitar a vida como ela é, e, como diz o Krishna no Bhagavad-gita, viver com equanimidade tanto o fracasso quanto o sucesso; tanto a felicidade quanto a infelicidade. Aceitar, de maneira igual, com a mesma serenidade, tanto as coisas "boas" ou "ruins" que nos acontecem, sem que para isto fiquemos buscando saber quais escolhas fizeram gerar esses altos e baixos da vida, porque, como diz o nosso amigo Coronel, é a própria "escola da vida" que nos coloca as vicissitudes com que nos deparamos dia-a-dia, e assim, a nossa única escolha não seria aceitar com equanimidade todas as vicissitudes?

    Foi isto que Jesus, Krishna e Buda viveram e vieram nos ensinar.

    Que façamos, pois a nossa única escolha, porque, tudo o mais que chamamos escolhas - ao pensar que supostamente estamos escolhendo algo de bom para o nosso futuro,e que o nosso presente é o resultado de más escolhas do passado - são tudo ilusões, já que não podemos construir o nosso destino, e, uma vez que ele já está construído por Deus - e todos os destinos já estão construídos por Deus -, cabe a nós apenas aceitar todas as determinações de Deus em nossas vidas, e é nisto, que reside a nossa única escolha.

    Todas as demais escolhas são ilusões uma vez que, como observou Paulo de Tarso "não somos salvos pelas nossas obras, mas pela graças de Deus", e também que "É Deus que opera em nós o pensar e o fazer", cabendo concluir que todas as ações ou escolhas que julgamos fazer, são ações de Deus e a nossa única escolha é nos submeter aos seus desígneos.


    Até mais.

    Alex





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    Re: NÃO TEMOS NEM CULPAS, NEM RESPONSABILIDADES. É A VIDA QUE NOS FAZ COMO SOMOS

    Mensagem  Convidad em Ter Set 13, 2011 1:55 pm

    Que façamos, pois a nossa única escolha, porque, tudo o mais que chamamos escolhas - ao pensar que supostamente estamos escolhendo algo de bom para o nosso futuro,e que o nosso presente é o resultado de más escolhas do passado - são tudo ilusões, já que não podemos construir o nosso destino, e, uma vez que ele já está construído por Deus - e todos os destinos já estão construídos por Deus -, cabe a nós apenas aceitar todas as determinações de Deus em nossas vidas, e é nisto, que reside a nossa única escolha.

    Todas as demais escolhas são ilusões uma vez que, como observou Paulo de Tarso "não somos salvos pelas nossas obras, mas pela graças de Deus", e também que "É Deus que opera em nós o pensar e o fazer", cabendo concluir que todas as ações ou escolhas que julgamos fazer, são ações de Deus e a nossa única escolha é nos submeter aos seus desígneos.

    Até concordo que não tenhamos o livre-arbítrio para escolhas com opções pré-determinadas mas não devemos esquecer que temos a vontade livre capaz de demolir/desestruturar o que nos são apresentadas como opções para o arbítrio que somos forçados a exercer sob pressão! sunny bounce

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    Re: NÃO TEMOS NEM CULPAS, NEM RESPONSABILIDADES. É A VIDA QUE NOS FAZ COMO SOMOS

    Mensagem  Convidad em Qua Set 14, 2011 11:15 am


    Olá, amiga Diana.

    Vc colocou:
    “Que façamos, pois a nossa única escolha...”.

    Cel: olá, nova companheira de jornada, mas ninguém escolhe! Como dizem os mestres: “Aquele que pensa q escolhe é imaturo! Está ainda no jardim da infancia e dificilmente chegará à graduação universitária”. Por sua vez, a ciencia moderna afirma: “A escolha não é nossa”. Observe q <nunca> “suas” escolhas são realmente suas; sempre estão presas ou são determinadas ou resultantes do q a vida já lhe ensinou; mesmo, se vc tem à frente dois copos para tomar água, escolherá este ou aquele, sempre com base nas experiencias passadas. Assim, o apóstolo ensinou: “Nossos pensamentos e, em consequencia, nossos desejos, decisões e, afinal, nossas escolhas e ações ou obras, não são nossos”. Tavez para tentar explicar melhor essa estranha e, para muitos, incompreensível afirmação, tenha dito: “Não sois salvos por vossas obras, mas pela graça de Deus”.

    Diana: “... porque, tudo o mais que chamamos escolhas - ao pensar que supostamente estamos escolhendo algo de bom para o nosso futuro, e que o nosso presente é o resultado de más escolhas do passado - são tudo ilusões, já que não podemos construir o nosso destino, e, uma vez que ele já está construído por Deus...”

    Cel: quem pode afirmar q nosso destino já está construído ou determinado, ou por Deus, ou pela vida, ou por quem seja? Haverá mesmo um determinismo? Para os mestres e sábios (e para a ciencia moderna) tudo está simplesmente acontecendo; a vida, ou o Todo universal, nos leva, como um tsunami, para jardins floridos, ou para lodaçais fétidos. Haverá um objetivo? Tudo está sendo arrastado por essa correnteza a q ninguém e nada podem se opor, q dá vida, cria energias e movimenta subpartículas e universos, levando-nos daqui para lá e de lá para cá, ao sabor de "sua" vontade e, tantas vezes, contra a nossa.

    Diana: “... cabe a nós apenas aceitar todas as determinações de Deus em nossas vidas, e é nisto, que reside a nossa única escolha”.

    Cel: observe q nem mesmo essa escolha nos cabe; veja: como vc chegaria a compreender q a escolha certa é aceitar as determinações de Deus em sua vida? Por acaso? Sem qualquer razão, ou devido a tudo q já vivenciou no passado, pelas experiencias q teve e q a fizeram compreender (compreensão correspondente ao nível em q se encontra nesta escola, do bem e do mal, q é a vida) q deve aceitar aquilo q vem de Deus? Logo, não existe uma única, nem uma última, nem uma penúltima escolha q possamos afirmar: “isto é minha escolha!” ou, como dizem, “livre-arbítrio”.

    Diana: “Até concordo que não tenhamos o livre-arbítrio para escolhas com opções pré-determinadas, mas não devemos esquecer que temos a vontade livre capaz de demolir/desestruturar o que nos são apresentadas como opções para o arbítrio que somos forçados a exercer sob pressão!”

    Cel: amiga Diana, observe; a vontade de demolir o q lhe vem pela frente, pressionado-a ou não, de onde vem? De sua compreensão de q deve agir assim, demolir, concorda? E essa compreensão lhe vem de onde? Quem ou o q a colocou ou fez nascer em vc?
    Como vc chegou a essa compreensão?

    Até mais.

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    Re: NÃO TEMOS NEM CULPAS, NEM RESPONSABILIDADES. É A VIDA QUE NOS FAZ COMO SOMOS

    Mensagem  Convidad em Qua Set 14, 2011 1:47 pm

    Saudações Coronel!
    Perdõe-me mas esqueci de colocar entre aspas a citação do Alex ok? Minha citação é apenas esta:

    Diana: “Até concordo que não tenhamos o livre-arbítrio para escolhas com opções pré-determinadas, mas não devemos esquecer que temos a vontade livre capaz de demolir/desestruturar o que nos são apresentadas como opções para o arbítrio que somos forçados a exercer sob pressão!”

    Ao que o sr. respondeu:
    Cel: amiga Diana, observe; a vontade de demolir o q lhe vem pela frente, pressionado-a ou não, de onde vem? De sua compreensão de q deve agir assim, demolir, concorda? E essa compreensão lhe vem de onde? Quem ou o q a colocou ou fez nascer em vc?
    Como vc chegou a essa compreensão?
    Essa vontade vem, não da minha compreensão e sim, do meu desejo. Na verdade Coronel, penso que o homem não tem o livre-arbítrio porque não deve tê-lo justamente por não ter a capacidade de escolher, sentenciar. Se creio em Deus, por que devo arbitrar no que Ele determina? No entanto, somos sim responsáveis por nosso destino pois nem todas as determinações são de Deus. Para esta questão, temos as orientações do Mestre. Arrow
    Abraços!

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    Re: NÃO TEMOS NEM CULPAS, NEM RESPONSABILIDADES. É A VIDA QUE NOS FAZ COMO SOMOS

    Mensagem  Convidad em Qua Set 14, 2011 7:48 pm

    Resposta a Diana:

    Cel(msg anterior):- observe; a vontade de demolir o q lhe vem pela frente, pressionado-a ou não, de onde vem? De sua compreensão de q deve agir assim, demolir, concorda? E essa compreensão lhe vem de onde? Quem ou o q a colocou ou fez nascer em vc? Como vc chegou a essa compreensão?

    Diana respondeu:- Essa vontade vem, não da minha compreensão e sim, do meu desejo.

    Cel:- minha amiga, e seu desejo vem de onde? Sem motivo algum, sem nada q o provoque, ele surge em vc? Ou vem de sua compreensão? Vc compreende algo, q algo é bom e, então, daí pode lhe vir o desejo de possuir esse algo ou de agir para ter esse algo, ou de agir de acordo com ele, concorda? Amiga, por mais q tentemos nos desviar, investigando aquilo q determina nossas ações ou escolhas, vamos sempre cair na verdade de q são as experiencias pelas quais passamos (isto é, a vida) q nos fazem agir de um modo ou de outro. Nossas vontades, decisões, escolhas, desejos, ações construtivas ou destrutivas, bondade ou perversidade não são nossas; são resultantes da compreensão q já temos e q corresponde ao q aprendemos na escola do mundo. Tente, analisando, buscar outra resposta. Os reencarnacionistas afirmam: todos os sofrimentos e males do mundo vem do mau uso do livre-arbítrio, certo? E q o usamos erradamente, porq, em última análise, “queremos” usá-lo de modo errado, pois somos maus, recalcitrantes, egoistas, orgulhosos, aproveitadores etc. Pois, minha amiga, reflita: porq somos recalcitrantes, egoistas, orgulhosos etc? Nós mesmos, por nossa livre vontade, ou pelo livre-arbítrio, escolhemos ser assim? E porq outros escolheram ser diferentes de nós? E vc sempre chegará à conclusão de q é a vida (ou Deus), por suas experiencias desiguais com q presenteia uns e outros, q os tornam desiguais em seus desejos, compreensão, escolhas, em tudo afinal. É esse movimento da vida, desse Todo universal, disso a q damos o nome de Deus, q nos molda incessantemente.

    Diana escrveu:- Na verdade, penso que o homem não tem eo livre-arbítrio porque não deve tê-lo justamente por não ter a capacidade de escolher, sentenciar.

    Cel: veja q não é bem assim. Não temos livre-arbítrio apenas porq não temos e não por incacidade; como diz a ciencia: “a escolha não é nossa”. E porq? Porq nós fazemos parte perfeita desse poderoso mecanismo universal, no qual todas as peças estão interligadas, interconectadas, são interdependentes. Não há, como a ciencia e os misticos dizem, partes mais importantes ou menos importantes e nenhuma se perde ou se desgata, excede ou falta. Tudo é perfeito, mas não percebemos essa perfeição porq olhamos o mundo com os olhos do ego. Tudo é uma coisa (um mecanismo, um organismo) só. Como dizem os sábios, a doença do mundo (do homem sujeito ao ego) é ver dois onde há só um. Existe um só. A mente ou consciencia ou Espirito é um só, aparentemente dividido por “zilhões” de cérebros, onde houver cérebros, mas sempre indiviso (na verdade não está apenas nos cérebros, está em tudo e é tudo, o universo manifestado ou, se houver, imanifestado). Vc, eu, eles somos um só. Como a ciencia hoje diz e o misticismo sempre afirmou: “Há uma só mente e nós somos essa mente”.
    E isso, de não podermos escolher porq somos incapazes de fazer escolhas, não é a verdade. E ter livre-arbítrio não é questão de sabedoria ou ignorancia, de qualidades positivas ou negativas; não temos livre-arbítrio porq há uma só consciencia e essa única consciencia é tudo, o Todo (Ant Test: “o Alpha e o Ômega, o Tudo e o Nada...); somos essa consciencia e quem escolhe, afinal, é essa conciencia, o Sujeito Universal, Absoluto, através de nossos cérebros.

    Diana:- Se creio em Deus, por que devo arbitrar no que Ele determina? No entanto, somos sim responsáveis por nosso destino pois nem todas as determinações são de Deus. Para esta questão, temos as orientações do Mestre.

    CeL:- se arbitramos, como vc colocou, apenas “parece” q arbitramos; se vc pensa q não devemos arbitrar, apenas “parece” q vc pensa assim; mas tudo está abrangido pelo movimento universal e assim todas as ilações, pareceres, quereres, pensamentos vêm dele. Compreender é dificil pois, como dizem sábios, “a cultura ocidental é prostituta”, mas os julgamentos deles, as palavras e ensinamentos deles e de quaisquer outros, sejam no sentido do bem e do amor, seja no sentido do mal e do ódio, tudo é esse mesmo movimento. Não há o q fazer, não há o q reclamar pois tudo está apenas acontecendo. Assim, disse um sábio: “para viver melhor frente aos eventos do mundo, uma boa dose de humor e uma boa dose de indiferença”. É difícil falar sobre ou compreender isso. Concordando com isso, Paulo afirmou: “conheço um homem q subiu ao terceiro (ou quinto?) céu e lá viu e ouviu coisas inefáveis!”; falou tb: “A sabedoria de Deus é loucura para os homens...”. Não temos, sob o véu do ego, capacidade de entender, não por culpa nossa, mas porq é assim. Jesus tb disse: “Quem puder compreender, compreenda!” e o Buda, qdo inquirido sobre essas coisas: “Essas perguntas são irrelevantes! Venha e veja por si mesmo!”; só aquele q vê por si mesmo, isto é, q não mais vê pelos olhos do ego, conhece a verdade q liberta e essa libertação é a iluminação, o reino de Deus.

    Abraço.

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    Re: NÃO TEMOS NEM CULPAS, NEM RESPONSABILIDADES. É A VIDA QUE NOS FAZ COMO SOMOS

    Mensagem  Convidad em Sex Set 16, 2011 2:01 pm

    Saudações a todos! flower

    [quote]Diana respondeu:- Essa vontade vem, não da minha compreensão e sim, do meu desejo.

    Cel:- minha amiga, e seu desejo vem de onde? Sem motivo algum, sem nada q o provoque, ele surge em vc? Ou vem de sua compreensão? Vc compreende algo, q algo é bom e, então, daí pode lhe vir o desejo de possuir esse algo ou de agir para ter esse algo, ou de agir de acordo com ele, concorda? Amiga, por mais q tentemos nos desviar, investigando aquilo q determina nossas ações ou escolhas, vamos sempre cair na verdade de q são as experiencias pelas quais passamos (isto é, a vida) q nos fazem agir de um modo ou de outro.

    [quote]



    Coronel: Nossas vontades, decisões, escolhas, desejos, ações construtivas ou destrutivas, bondade ou perversidade não são nossas; são resultantes da compreensão q já temos e q corresponde ao q aprendemos na escola do mundo. Tente, analisando, buscar outra resposta.

    Pode até ser... Mas quando surge o conhecimento, a consciência das ações praticadas movidas pelas vontades, decisões, escolhas, desejos, etc., este conhecimento é apresentado na memória do agente praticante como sendo feitos seus. Como ele fará para livrar-se de tais responsabilidades a ele conferidas?

    Coronel, não precisa responder. Serve para eu mesma refletir...
    Abraços!
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    Monstrinho

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    Não somos salvos pelas nossas obras

    Mensagem  Monstrinho em Sab Set 17, 2011 1:57 am

    Olá,

    Tanto aqui quanto noutros lugares, vejo o Coronel sustentando, com base em Paulo e Jesus (Mas também poderia usar Krishna, no Bhagavad Gita que diz a mesma coisa) que "não somos salvos pelas nossas obras, mas sim pela graça de Deus".

    E vejo todos contra ele.

    Mas as pessoas já seguem racicínios viciados, colocados pelas religiões, sem verificar se eles são verdadeiros.

    No próprio Livro dos Espíritos encontramos a questão "Por que para uns tudo dá certo e para outros tudo dá errado?"

    Lembro então, da estória de Jó, que enquanto tudo estava bem, ele era um bom servidor, "temente a Deus", mas quando perde tudo e todos, Jó exclama: "ruge o leão quando não lhe falta comida?"; "rincha o cavalo quando não lhe falta o pasto"? E assim por diante.

    Aquele senhor é rico, tem filhos bonitos e bem casados. Os negócios vão bem, e a cada dia, amplia o seu capital. Mas aqueloutro, além de ter perdido tudo, ainda não lhe faltam os filhos ingratos, a doença e a humilhação dos amigos.

    A hipocrisia social tem um resposta para todas essas coisas - e quando a ciência não tem resposta para a ingratidão dos filhos, ou para os pais maldosos e exploradores, para doenças tais quais a obsessão, então todos se calam.

    E os religiosos, mormente espíritas, têm na ponta da língua a explicação: "aquele senhor é rico e feliz, porque está sendo recompensado por ter sido bom e justo na outra vida, mas este infeliz, que está na ruína e rodeado de todo tipo de males, está pagando por ter sido um homem mal".

    A conclusão que se chega, é a de que, todo o bem que fazemos aqui, é simplesmente para retornarmos na outra vida com maiores facilidades e felicidades. Nesse sentido, os espíritas se julgam privilegiados, pois, senão vejamos: a eles, foi dado conhecer que muitas das coisas porque passamos aqui, é resultado do karma de vidas passadas. Mas, coitados dos que não são espíritas: estes não tendo o "conhecimento espírita", continuarão a praticar o mal, e, inadvertidamente, irão "plantar" um futuro de dores e desditas.

    Às vezes eu tenho a impressão de que os espíritas que ficam do alto do púlpito pregando para os outros, são estes, para quem tudo corre bem, porque, de outro modo, se suas vidas estivessem "tocadas por Deus" - assim como Deus "tocou nos bens materiais, nos filhos e na própria vida de Jó" - decerto perguntariam porque Deus lhes deu um destino tão cruel, se eles são bons, se estão na doutrina fazendo o bem, indo à casa da sopa, ao albergue noturno, e 'perdoando' os inimigos? Mas apesar de tudo isso os infortúnios não cessam, as desditas se desdobram e os desgostos se multiplicam. E, por mais que se esforcem para se elidir a tal conjuntura dolorosa, parece que é tudo em vão.

    A Karma Yoga proclama que todo o fruto do trabalho deve ser "entregue ao Senhor" (Bhagavad Gita), e que aqueles que amealham o fruto do seu trabalho, estarã aprisionados no cativeiro (Idem, Krishna ensinando Arjuna).

    O cativeiro é a Roda do Samsara, que reencarnacionistas como os espíritas, parecem satisfeitos em permanecer nela.

    Se não somos salvos pelas nossas obras, somos salvos pelo que então? A própria estória de Paulo de Tarso nos mostra que, a sua própria vida, a sua conversão foi por determinação de Deus, pois não se auto-converteu na estrada de Damasco, mas o próprio Jesus julgou que era hora dele haurir um novo entendimento sobre a vida.

    É só na hora das grandes provações que o indivíduo pode enxergar que ele não obra por si mesmo, que, não obstante todo o esforço que empreende para sair daquela conjuntura, a sua vida não muda em nada da maneira que gostaria.

    Mas quando tudo está bem, os negócios vão bem, as relações familiares e sociais são estáveis, então é fácil acreditar que somos construtores do nosso destino, mas no fundo, tais pessoas são temerosas o tempo todo de serem alcançadas e "tocadas" pela mão de Deus.

    O que chamamos de "nossas obras", são sempre uma demanda do ego mesquinho, que deseja estar bem no mundo dos homens, sendo aplaudido e enaltecido socialmente.

    Você não obra; você não faz obras de caridade ou de benemerência social; o ego é que cria a idéia de estar obrando, assim como, aquele que se julga infeliz, cabe também ao seu egoísmo julgar que, se está naquela posição menos feliz materialmente, então é porque ele deve ter feito algo desagradável na outra vida.

    Segundo a interpretação de Hubert Rhoden, a estória de Jó vem nos dizer que os sofrimentos nem sempre são devidos à supostos crimes e delitos que tenhamos praticado em outras vidas. A estória de Jó é a estória do justo passando por provações, e, como diz a própria Doutrina Espírita, mesmo Espíritos de elevada estirpe podem vir à Terra em caráter de missão (o que não deixa de ser uma prova), e nesse sentido, passar por provações.

    A estória de Jó nos mostra que, mesmo o mais poderoso dos homens não pode obrar por sua vontade, e que, de uma hora para outra poderá se tornar desventurado e o mais infeliz dos homens, e já não basta a sua vontade para construir ou fazer mudar o seu destino.

    O ego constantemente nos conta essas mentiras, às quais nós acreditamos piamente. Acreditamos na mentira de que somos pessoas com poder de auxiliar o próximo, de fazer obras sociais, de prejudicar as pessoas, de mandar e desmandar ao nosso bel-prazer. Por detrás das aparências, contudo, sempre subjaz a vontade de Deus, que, como nos diz Allan Kardec no capítulo sobre as Obsessões, há sempre uma hora em que, para tudo, Deus diz "basta"! E então, onde é que está a nossa vontade, o nosso suposto poder obrando contra ou favor de nós ou de outrem?

    Mesma coisa é em relação a nós mesmos, quando dos quadros desditosos em que nos deparamos, e que, não obstante nossos esforços, não conseguimos mudar uma vírgula daquilo que está no cronograma das nossas provas. E aqui também, como argumenta o nosso amigo Coronel, será por nossa vontade que escolhemos permanecer numa situação de desconforto ou de dor? Ou nos cabe aceitar de Deus tanto de bom quanto de ruim que nos acontece, ou como diz Krishna, aceitar e viver a vida com equanimidade?

    Abçs,




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    Convidado

    Na riqueza e na pobreza: de ego ou de espírito?

    Mensagem  Convidad em Sab Set 17, 2011 7:00 pm

    [quote]“O coração do rei está na mão de Deus”, diz o livro dos Provérbios (21,1), “e Deus o dirige para onde quiser”. E a Carta aos Filipenses: “É Deus que opera em nós o querer e o agir” (2, 13). [/quote]

    Monstrinho: Se não somos salvos pelas nossas obras, somos salvos pelo que então? A própria estória de Paulo de Tarso nos mostra que, a sua própria vida, a sua conversão foi por determinação de Deus, pois não se auto-converteu na estrada de Damasco, mas o próprio Jesus julgou que era hora dele haurir um novo entendimento sobre a vida.

    Monstrinho (...)a estória de Jó vem nos dizer que os sofrimentos nem sempre são devidos à supostos crimes e delitos que tenhamos praticado em outras vidas. A estória de Jó é a estória do justo passando por provações,

    "Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida e ninguém vem ao Pai senão por Mim". (Jesus Cristo).

    Abraços,
    Continuemos com Deus! Wink
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    Monstrinho

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    Re: NÃO TEMOS NEM CULPAS, NEM RESPONSABILIDADES. É A VIDA QUE NOS FAZ COMO SOMOS

    Mensagem  Monstrinho em Dom Set 18, 2011 1:13 am

    Olá!!

    A Acácia - ou Diana? Rolling Eyes - resumiu a coisa aí com essa citação do Cristo: "Ninguém vem ao Pai senão por mim".

    Achei muito interessante o fato de Krishna, no Bhagavad-Gita se referir à Roda do Samsara com o termo cativeiro.

    Assim como em Allan Kardec, para Krishna, todos os mundos no Universo material são mundos mais ou menos materiais - Krishna chama alguns de "mundos terrestres" e os mais adiantados de "mundos dos semi-deuses" - mas que não deixam de ser cativeiros para o Espírito.

    Como encontramos no item 6, na Introdução de O Livro dos Espíritos "O mundo espiritual é eterno, preexistente e sobrevivente a tudo e o mundo material é secundário; poderia ter jamais existido ou deixar de existir sem que com isso afetasse a essência do mundo espiritual".

    Também Krishna irá dizer sobre a Morada Suprema

    Aqueles que estão livres do falso prestígio, da ilusão e da falsa associação, que compreendem o eterno, que se enfastiaram da luxúria material, que estão livres das dualidades manifestas sob a forma de felicidade e sofrimento, e que com toda a lucidez sabem como se render à Pessoa Suprema, alcançam este reino eterno.
    Essa Minha morada suprema não é iluminada pelo Sol ou pela Lua nem pelo fogo ou pela eletricidade. Aqueles que a alcançam jamais retornam a este mundo material
    .

    Não retornam a este mundo material, e nem a qualquer outro mundo material.

    Talvez os Espíritos falaram de moradas celestes para dizer que todos podem sair, pelo menos da Terra, que é definitivamente um mundo de provas e expiações.

    Outros mundos mais evoluídos que a Terra aindam demandam reencarnações, estando pois os Espíritos que habitam tais mundos, sujeitos ao cativeiro.

    Depois desse breve confronto entre Krishna e Kardec, vemos como a grande maioria é bem acanhada nos seus "desejos" espirituais de "evolução". Todos ainda querem voltar aqui, para rever amigos, antigos afetos, acertar contas com rivais, tentar ficar rico na outra vida.

    Enquanto a Filosofia Vedanta, de Krishna a Krishnamurti enfatiza a bem-aventurança como a "saída do cativeiro", a grande maioria dos reencarnacionistas ainda estão preocupados com as demandas do ego, de se fazer algo de bom aqui, para colher algo de bom ali, na outra reencarnação. Ou seja, não querem sair do cativeiro.

    Não somos pois, construtores do nosso destino, e não somos salvos por nossas obras, mas, se pecamos por ignorância, também deve ser pela não ignorância da nossa natureza que somos conduzidos ao Pai.

    E, se a nossa natureza não é humana, por que tantos fazem questão de aqui retornar? Será quer perderam algo? Deixaram algo para trás? Alguma obra inacabada? Qual?

    "Onde está o seu tesouro, aí estará o seu coração."

    Abçs,

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    Re: NÃO TEMOS NEM CULPAS, NEM RESPONSABILIDADES. É A VIDA QUE NOS FAZ COMO SOMOS

    Mensagem  Monstrinho em Dom Set 18, 2011 9:45 pm

    Citando: GOEDERT


    Coronel,
    Irei lhe fazer uma pergunta, preste a devida atenção e responda sinceramente.

    Supunha que alguém está com um revolver apontado a outra pessoa.
    Esse alguém dispará um tiro e mata a outra pessa.
    A pessoa que atirou é responsável por matar a outra?


    Citando: CORONEL_
    Goedert (ref #67)

    O amigo já sabe a resposta: "É o Senhor (a vida, o Todo) q opera em nós o pensar, o querer e o fazer"; "... como se tivésseis algum pensamento como de vós mesmos, pois todos eles vêm de Deus"; "Ninguém vem a mim se o Pai q me enviou não o mandar a mim" etc etc, q mostram, como o misticismo e a ciencia de hoje, q nenhuma autonomia temos, q a escolha e, consequentemente, o fazer não são obras nossas. Logo...

    Um abraço.


    Do ponto de vista social sim, aquele que mata parece ser o responsável pela morte de outrem.

    Uma questão. A consciência de culpa - se houver - é devido a um condicionamento da sociedade que diz que, aquele que mata é culpado e deve ser punido?

    Abçs,


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    Re: NÃO TEMOS NEM CULPAS, NEM RESPONSABILIDADES. É A VIDA QUE NOS FAZ COMO SOMOS

    Mensagem  Convidad em Seg Set 19, 2011 11:03 pm

    Amigos, a amiga Diana lembrou as palavras de Jesus:
    "Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida; ninguém vem ao Pai senão por Mim".

    Para reflexão dos amigos e concordando com a afirmação, inclusive da ciencia, de q "só existe uma Consciencia e nós somos essa Consciencia", e de afirmações de Paulo: "Vós sois o templo do Altíssimo", "O Senhor habita em vossos corações", e de Jesus: "... o reino de Deus está dentro de vós", e de João da Cruz, Jacob Boheme, Teresa de Ávila e tantos outros, entre eles os cientistas quanticos, e tb Einstein, vejam q a tradução correta daquelas palavras de Jesus é: "O "eu" é o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai senão pelo "eu"".

    Tal tradução muda radicalmente a interpretação q antes dávamos àquelas palavras, nos mostrando q Deus não está "lá", nem longe, nem fora de nós, mas q está aqui mesmo, dentro de nós e que nós somos ele.

    O "eu", q acreditamos estar em nós, chamado de "mestre interior", "eu superior" etc, é a própria Divindade; logo, só podemos chegar a ela, indo para nosso próprio interior, o q se pode conseguir através das tentativas de meditação; o caminho para Deus é para dentro de nós mesmos.

    Assim, Teresa de Ávila, doutora teologal da igreja de Roma e considerada santa dos católicos, ensinava às suas noviças (e por palavras como estas abaixo, por pouco não foi condenada à execução pelo fogo): "É insensato pensar em ir a Deus sem antes entrarmos em nós mesmas, pois é somente dentro de nós q podemos encontra-lo e compreendê-lo. Entrai, entrai em vós mesmas, filhas minhas!".

    O mesmo, muitos disseram; me lembro de Santo Agostinho que disse: "Senhor,depois de por muito tempo, como uma ovelha perdida, perambular pelo mundo em busca de Ti, afinal, fui encontrar-Te aqui mesmo, dentro de mim".

    O caminho para Deus, somos nós mesmos, e a porta q pode nos levar a esse caminho, é a meditação.
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    Re: NÃO TEMOS NEM CULPAS, NEM RESPONSABILIDADES. É A VIDA QUE NOS FAZ COMO SOMOS

    Mensagem  Monstrinho em Ter Set 20, 2011 12:42 pm

    Coronel_ escreveu:
    O caminho para Deus, somos nós mesmos, e a porta q pode nos levar a esse caminho, é a meditação.

    Que tipo de meditação? Praticando todos os dias, sentado, ou apenas tendo atenção aos pensamentos e praticando a auto-observação?


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    Re: NÃO TEMOS NEM CULPAS, NEM RESPONSABILIDADES. É A VIDA QUE NOS FAZ COMO SOMOS

    Mensagem  Convidad em Ter Set 20, 2011 6:12 pm

    Monstrinho escreveu: - Que tipo de meditação? Praticando todos os dias, sentado, ou apenas tendo atenção aos pensamentos e praticando a auto-observação?

    Cel: - tudo isso tem seu valor, se praticado com profunda atenção; se não houver atenção, nenhum valor tem. Lembre-se de Nisardagatta. O objetivo é eliminar o ego, certo? E, como já vimos, o ego só opera qdo estamos distraídos, desatentos; da desatenção nascem lembranças do passado e expectativas qto ao futuro, devaneios, fantasias, remorsos, imaginações, planejamentos, desejos, ideais e, tudo isso, é operação do ego.

    O ego somente opera no passado ou no futuro; nunca no presente. Assim, a atenção total é necessária para q permaneçamos no presente, no aqui-agora. A atenção total vem do sentir, de instante a instante, as operações dos sentidos objetivos (q, é evidente, só se realizam no presente/presente).

    Talvez todos os numerosos "métodos" de meditação tenham essa característica: praticar a atenção total (a um mantra, ao umbigo, à ponta do nariz, ao couro cabeludo no alto dacabeça, ao choro da criança, à uma vela acesa, ao q for). Essa prática, q nada mais é do q um exercício para q aprendamos a dominar o ego, à medida q nela se consegue permanecer atento por maior intervalo de tempo, vai enfraquecendo o comando q o ego tem sobre nós, enfraquecendo o ego, ao ponto de, até mesmo, mata-lo. Lembra-se destas afirmações: "a mente é a assassina de Deus: mate a assassina!", e "qdo ego se afasta, Deus se manifesta"? A idéia é enfraquecer o ego até aquieta-lo. Como disse o profeta do Ant Testamento: "aquieta-te e sabe: eu sou Deus!".

    Pesquisadores q investigaram o primitivo cristianismo asseguram q, então, a atenção era considerada a maior das virtudes e a desatenção o maior dos pecados. Tereza de Ávila, q deve ter chegado "lá", repetia sempre às suas noviças: "Atenção! Atenção! Atenção!". Por isso, muitos mestres dizem: "descascar laranja, descascando laranja!", ou "Lavar a louça, lavando a louça".

    Um abraço.

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    Re: NÃO TEMOS NEM CULPAS, NEM RESPONSABILIDADES. É A VIDA QUE NOS FAZ COMO SOMOS

    Mensagem  Convidad em Qua Set 21, 2011 5:07 pm

    Saudações a todos!

    Monstrinho: A Acácia - ou Diana? - resumiu a coisa aí com essa citação do Cristo: "Ninguém vem ao Pai senão por mim".
    Acácia e Diana, a mesma matéria ocupando diferentes espaços (risos)!

    "Ninguém vem ao Pai senão por Mim". ... da unicidade à Unidade. "Eu e o Pai somos Um". Até eu encontrar o Caminho, a verdade e a Vida eu não sou um com o filho (o Ego é o eu menor e Jesus é o Eu Maior). "Vinde a Mim todos que estão cansados e abatidos e Eu vos aliviarei".

    Coronel: O caminho para Deus, somos nós mesmos, e a porta q pode nos levar a esse caminho, é a meditação.

    Monstrinho: Que tipo de meditação? Praticando todos os dias, sentado, ou apenas tendo atenção aos pensamentos e praticando a auto-observação?
    Nenhum dos 2 métodos em separado e sim, os 2 métodos em simultâneo aliados à ação do "siga-Me": "Aquele que quer vir após Mim, negue-se a si mesmo...e siga-Me" Como vou seguir a Jesus se eu parar e como posso negar a mim mesma se eu estiver me observando o tempo inteiro? Cool

    Abraços cordiais. Com Deus sempre!

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    Re: NÃO TEMOS NEM CULPAS, NEM RESPONSABILIDADES. É A VIDA QUE NOS FAZ COMO SOMOS

    Mensagem  Convidad em Qua Set 21, 2011 7:52 pm

    Diana

    Diana escreveu: - "Ninguém vem ao Pai senão por Mim". ... da unicidade à Unidade. "Eu e o Pai somos Um". Até eu encontrar o Caminho, a verdade e a Vida eu não sou um com o filho (o Ego é o eu menor e Jesus é o Eu Maior). "Vinde a Mim todos que estão cansados e abatidos e Eu vos aliviarei".

    Cel: - amiga Diana, a realidade dessas duas frases de Jesus é esta: “Ninguém vem ao Pai senão pelo <eu>”, e : “O <eu> é o caminho, a verdade e a vida”.
    E, acreditemos ou não acreditemos, vc, eu, todos e tudo somos um com Deus (expressão imprópria, mas não encontro outra). Na realidade não ha dois; Deus e vc, Deus e eu, vc e eu... somos uma só e a mesma coisa. Assim, “há uma só consciencia e nós somos essa consciencia”. Apenas na aparência estamos separados e somos coisas diversas mas, a separação é apenas de corpos/cérebros/mentes localizadas q, por eles, cada um vê o mundo ao seu redor e se julga separado dele. O Eu absoluto é tudo; o “eu menor”, como vc o chama, é apenas ilusão nascida pelo fato de estarmos em corpos separados de tudo o mais. (Se bem, q na realidade profunda, nem corpos, nem cérebros, nem vc, nem eu, nem aquela pedra, nem aquelas fezes, nem aquele esgoto estamos separados; continuamos sendo “um só”).

    Diana: - (sobre a meditação) Nenhum dos 2 métodos em separado e sim, os 2 métodos em simultâneo aliados à ação do "siga-Me": "Aquele que quer vir após Mim, negue-se a si mesmo...e siga-Me". Como vou seguir a Jesus se eu parar e como posso negar a mim mesma se eu estiver me observando o tempo inteiro?

    Cel: - amiga, “negue-se a si mesmo”. Quem é esse “si mesmo”, senão aquilo q pensamos, q acreditamos q somos, porq estamos revestidos de um corpo material e percebendo o mundo separado de nós? Esse “si mesmo”, podemos dizer, é o “eu menor” a q vc se referiu antes, isto é, esse “si mesmo” é o ego, um “eu” fictício, q oculta a nossa verdadeira identidade de Eu maior, Deus. Assim, “negue-se a si mesmo” é o mesmo q todo o misticismo ensina (e Jesus com essas e outras palavras tb ensinou): negue seu ego, elimime-o e, se eliminado, dissove-se o véu q nos esconde a realidade que somos: o Eu maior.

    Assim, amiga Diana, se vc está seguindo (“siga-me!”) as recomendações de Jesus, das quais a mais importante, pois ele aconselha q deve ser feita “em primeiro lugar”, é sem dúvida: “Buscai <em primeiro lugar> o reino de Deus...”, vc, com sua auto-observação atenta (totalmente atenta) está negando o ego, está lhe retirando a força e é isso mesmo q deve ser feito, até q o ego não mais exista. Por isso, “Aquieta-te (aquiete seu ego) e sabe: eu sou Deus”, isto é, cessadas as operações do ego, não é mais vc q está ali, porq, sem o ego, vc assumiu sua verdadeira identidade: “eu (vc) sou Deus”.

    Até mais.

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    Re: NÃO TEMOS NEM CULPAS, NEM RESPONSABILIDADES. É A VIDA QUE NOS FAZ COMO SOMOS

    Mensagem  Monstrinho em Qui Set 22, 2011 12:00 am

    Às vezes acho que todos esses discursos são ilusórios.

    Eu mesmo já pensei em publicar os escritos do Coronel, reunindo-os num livro sobre Filosofia Oriental - e olhem que jamais iria doar o dinheiro dos direitos autorais para os pobres. Eu iria vender o livro e ganhar dinheiro!

    Mas, contudo, porém, não tenho motivação para escrever nada...

    Escrevam vocês...

    Continuem lendo e escrevendo. É útil para se treinar a retórica e a capacidade de falar em público... What a Face

    Bye...

    Smile






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    Re: NÃO TEMOS NEM CULPAS, NEM RESPONSABILIDADES. É A VIDA QUE NOS FAZ COMO SOMOS

    Mensagem  Convidad em Qui Set 22, 2011 11:07 am

    Olá, Monstrinho,

    Não há dúvidas; todos esses discursos, revelações, descobertas etc pertencem ao Samsara; assim, todos ilusórios. Contudo, vieram exatamente para acabar com as ilusões, logo com eles próprios. Por isso, muitos dizem q a busca de Deus é uma luta contra Deus, pois é ele q nos coloca aqui (apenas mais um modo de interpretar a vida).

    Abçs.

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    Re: NÃO TEMOS NEM CULPAS, NEM RESPONSABILIDADES. É A VIDA QUE NOS FAZ COMO SOMOS

    Mensagem  Convidad em Qui Set 22, 2011 12:45 pm

    Coronel: Apenas na aparência estamos separados e somos coisas diversas mas, a separação é apenas de corpos/cérebros/mentes localizadas q, por eles, cada um vê o mundo ao seu redor e se julga separado dele. O Eu absoluto é tudo; o “eu menor”, como vc o chama, é apenas ilusão nascida pelo fato de estarmos em corpos separados de tudo o mais. (Se bem, q na realidade profunda, nem corpos, nem cérebros, nem vc, nem eu, nem aquela pedra, nem aquelas fezes, nem aquele esgoto estamos separados; continuamos sendo “um só”).

    Credo, Coronel! Um é o Reino do Espírito e outro é o Reino de Deus. "Eu e o Pai somos Um" mas , "Aquele que me ama guarda as Minhas Palavras. Estas Palavras que Eu vos dou não são minhas mas do Pai que me enviou... Eu vos enviarei o Espírito Santo..."

    Assim, “negue-se a si mesmo” é o mesmo q todo o misticismo ensina (e Jesus com essas e outras palavras tb ensinou): negue seu ego, elimime-o e, se eliminado, dissove-se o véu q nos esconde a realidade que somos: o Eu maior

    A única forma de negar-se a sim mesmo é atentando para o Mandamento Maior: "ama a teu próximo como a ti mesmo". Se há uma Consciência Universal há também uma Mente Universal que atuam em unicidade mas de forma individualizada. Portanto, não temos razão para destruírmos nosso Ego e sim, razões de sobra para buscar a transformação.

    Abraços. sunny

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    Re: NÃO TEMOS NEM CULPAS, NEM RESPONSABILIDADES. É A VIDA QUE NOS FAZ COMO SOMOS

    Mensagem  Convidad em Qui Set 22, 2011 12:54 pm

    Monstrinho:Eu mesmo já pensei em publicar os escritos do Coronel, reunindo-os num livro sobre Filosofia Oriental - e olhem que jamais iria doar o dinheiro dos direitos autorais para os pobres. Eu iria vender o livro e ganhar dinheiro!


    Pense num Ego egocêntrico! Shocked (risos)
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    Re: NÃO TEMOS NEM CULPAS, NEM RESPONSABILIDADES. É A VIDA QUE NOS FAZ COMO SOMOS

    Mensagem  Monstrinho em Qui Set 22, 2011 6:15 pm

    Diana escreveu:A única forma de negar-se a sim mesmo é atentando para o Mandamento Maior: "ama a teu próximo como a ti mesmo". Se há uma Consciência Universal há também uma Mente Universal que atuam em unicidade mas de forma individualizada. Portanto, não temos razão para destruírmos nosso Ego e sim, razões de sobra para buscar a transformação.

    Abraços. sunny

    Esse discurso me lembra o carolismo espírita, senhorita Diana/Acácia/Suzana/Holística...

    Outra coisa. O que você entende por ego?

    Veja aqui as Duas Interpretações a Respeito do Ego a fim de notar como há diferença entre a concepção ocidental e a oriental sobre o Ego.

    Abçs,


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    Re: NÃO TEMOS NEM CULPAS, NEM RESPONSABILIDADES. É A VIDA QUE NOS FAZ COMO SOMOS

    Mensagem  Convidad em Qui Set 22, 2011 9:51 pm

    flower
    .
    Gostei e estou iniciando diversas leituras sobre a Filosofia Oriental. Depois eu volto a comentar.

    Abraços a todos!

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    Re: NÃO TEMOS NEM CULPAS, NEM RESPONSABILIDADES. É A VIDA QUE NOS FAZ COMO SOMOS

    Mensagem  Convidad em Qui Set 22, 2011 10:17 pm

    Diana

    Diana escreveu: - A única forma de negar-se a si mesmo é atentando para o Mandamento Maior: "ama a teu próximo como a ti mesmo". Se há uma Consciência Universal há também uma Mente Universal que atuam em unicidade mas de forma individualizada. Portanto, não temos razão para destruírmos nosso Ego e sim, razões de sobra para buscar a transformação.

    Cel: - não é bem assim, amiga Diana. Veja q esse “ama a teu próximo como a ti mesmo” é apenas uma “regra de bem-conviver”, destinada à aquisição de uma vida mais suave entre os homens; não é aquilo q podemos chamar de “regra de salvação”.

    Inicio em “máscaras” um novo tópico q pode explicar melhor essa questão de “regras...” e, tenho certeza, vc vai compreender. Jesus mesmo nunca afirmou q o amor ao próximo é q salva (estará nas escrituras?); mas afirmou q o q liberta é o conhecer a verdade: “... e a verdade vos libertará”.

    E outra coisa, o ego é apenas uma nossa defeza psicológica, inconscientemente criada por nós mesmos ao percebermos a existencia de um mundo ameaçador ao nosso redor. Enquanto o ego estiver ativo, operante, nunca retiraremos o véu q nos impede o conhecimento da verdade. O ego nunca será transformado porq não existe quem ou o que possa fazer isso. Nós vivemos e agimos comandados por ele; é ele q interpreta a vida e vivemos por suas interpretações, certo? Então, para transformar o ego, seria o ego limitado tentando transformar o ego limitado! E como poderia um ego sem amor ao proximo ensinar o amor ao próximo a ele mesmo? Um professor, q nada sabe de matemática, ensinar um aluno q nada sabe de matemática?! O ego não tem condições de transformar o ego; o “eu menor” não pode transformar o “eu menor”.

    Assim, a única solução é eliminá-lo: “o ego é o assassino de Deus; mate o assassimo!”, ou “aquiete seu ego e vc perceberá Deus em vc!”.

    E será esse o "mandamento maior”? Será q qdo Jesus disse: “quem não abandonar pai e mãe para seguir-me, não é dignode mim” ele se referia ao amor aos pais? Qdo ensinou, na parábola do homem q encontrou um tesouro num certo campo e se desfez de "tudo" para comprar aquele campo, falou de amor ou de abandonar "tudo". amores, afetos, posses"? Qdo disse àquele q não podia segui-lo, pois precisava ficar com seu pai até os últimos dias: “deixa q os mortos enterrem seus mortos e segue-me tu”? Aí Jesus falava de amor?

    Até mais.

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    Re: NÃO TEMOS NEM CULPAS, NEM RESPONSABILIDADES. É A VIDA QUE NOS FAZ COMO SOMOS

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      Data/hora atual: Seg Jun 26, 2017 8:11 pm