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    Mensagem  Convidad em Sex Maio 27, 2011 11:00 am

    Olá!!!!!
    Seleção de trechos de Livros de Krishnamurti sobre os condicionamentos


    Condicionamento; Velho, Apego, Expansão, Acúmulo

    Nossa mente está condicionada pela moderna educação, pela sociedade, pela religião, pelos conhecimentos e pelas inúmeras experiências que temos acumulado; foi moldada não só pelo ambiente, mas também pelas nossas reações a esse ambiente e a várias formas de relação. (Visão da Realidade, pág. 140)

    (…) Se uma pessoa está cônscia, por pouco que seja, do seu próprio pensar, poderá ver que a mente condicionada, por mais esforços que faça, só poderá modificar-se dentro do seu próprio condicionamento, e tal modificação, evidentemente, não é revolução. (…) Todo desafio é necessariamente novo e, enquanto a mente está condicionada, só corresponde ao desafio em conformidade com o seu condicionamento; dessa maneira, nunca pode haver uma reação adequada. (Idem, pág. 140)

    Pois bem. Todos sabemos que há atualmente uma grave crise no mundo - pobreza inaudita e constante ameaça de guerra. (…) Nosso pensar é obviamente condicionado; sempre reagimos a qualquer desafio como hinduístas, maometanos, comunistas, socialistas, cristãos, etc., e tal reação é, fundamentalmente, inadequada; daí vem o conflito, não só individual, mas também entre grupos, raças e nações. (…) (Idem, pág. 140-141)

    (…) Os entes humanos estão condicionados; seus padrões de conduta, seus pontos de vista, suas atividades, sua agressividade, seus contraditórios estados mentais - ódio e amor, prazer e dor, desespero e esperança - a batalha constante (…) no campo da consciência, a invenção de deuses, crenças, seitas - tudo isso é produto da mente condicionada. Nossas nacionalidades, as divisões entre pessoas, raças, etc., tudo isso é resultado da educação que recebemos e da influência da sociedade. (…) (A Libertação dos Condicionamentos, pág. 38)

    Não é o condicionamento inevitável - (…) no sentido de que se verifica continuamente? Condicionais os vossos filhos como budistas, sinhaleses, tamilianos, ingleses, chineses, comunistas, etc. Há um constante martelar de influências - (…) econômicas, climáticas, sociais, políticas, religiosas, atuando sem cessar. (…) A mente é o passado, e o passado é a tradição, a moral. Vossa mente, pois, está condicionada; essa mente condicionada atende ao desafio, ao estímulo, e reage, invariavelmente, de acordo com o seu condicionamento, e é isso o que gera um problema. (Nosso Único Problema, pág. 71)

    Por conseguinte, sempre que a mente condicionada enfrenta um estímulo, cria um problema, porquanto é sempre inadequada a reação de uma mente condicionada. (…) O problema é sempre novo, o desafio, sempre novo; desafio implica coisa nova, do contrário não seria desafio. A mente condicionada, portanto, enfrentando o desafio, cria um problema, do qual resulta conflito. (Idem, pág. 71-72)

    Pelo que estamos lutando? (…) Um aspira, porventura, ao preenchimento e ao bom êxito, outro à riqueza e ao poder, outro à fama e à popularidade; desejam uns, talvez, acumular, e outros renunciar; (…) Para nos libertarmos das confusões e das misérias existentes em nós e ao redor de nós, devemos estar cônscios de nossos desejos e tendências (…) (O Egoísmo e o Problema da Paz, pág. 185-186)

    (…) Por estarmos, na maioria, condicionados por influências sociais, econômicas, religiosas, etc., somos copistas, imitadores, e por isso não ligamos importância ao que é novo, chamamo-lo revolucionário (…) Mas se pudermos examiná-lo, se o observarmos com inteira isenção de preconceitos, de limitações, então talvez seja possível compreender-nos mutuamente e comungar uns com os outros. Só há comunhão quando não existe barreira alguma; (…) (Que Estamos Buscando?, 1ª ed., pág. 115-116)

    Estamos dizendo que o condicionamento se verifica não só culturalmente, no sentido da religião, da moral social, etc., mas mediante o próprio conhecimento. Será possível ensinar aos alunos e a nós mesmos a libertar a mente do conhecimento e, apesar disso, a usar o conhecimento sem obrigar a mente a funcionar de modo mecânico? (…) (O Começo do Aprendizado, pág. 157)

    Nós como seres humanos vivemos nesta bela terra, que está sendo aos poucos destruída, (…) - não indiana, não britânica ou americana - temos de viver inteligentemente, com felicidade; mas isso aparentemente não é possível, porque estamos condicionados. Esse condicionamento é como um computador; estamos programados. Estamos programados para ser hindus, muçulmanos, cristãos, católicos, protestantes. (…)

    Portanto, nosso cérebro está profundamente condicionado e estamos perguntando se é possível ficarmos livres desse condicionamento. A não ser que estejamos totalmente, completamente, livres de tal limitação, o simples inquirir ou perguntar qual é o novo instrumento, que não é o pensamento, carece de significação. (Mind Without Measure, pág. 77-78)

    Como dissemos, estamos programados. O cérebro humano é um processo mecânico. Nosso pensamento é um processo materialista, e esse pensamento tem sido condicionado para pensar como budista, hindu, cristão, etc. Portanto, nosso cérebro está condicionado. É possível ficar livre do condicionamento? Há os que dizem que não, porque (…) como pode esse condicionamento ser completamente erradicado, de forma que o cérebro humano possa tornar-se extraordinariamente purificado, original, de infinita capacidade?

    Muitas pessoas admitem isso, mas ficam satisfeitas em meramente modificar o condicionamento. Porém estamos dizendo que esse condicionamento pode ser examinado, observado, e pode haver total libertação do mesmo. Para descobrir por nós mesmos se é possível, ou não, temos de inquirir sobre nossas relações. (Idem, pág. 78)

    Em geral temos um problema, tendemos a preocupar-nos com ele, a fragmentá-lo, analisá-lo, achar uma fórmula para resolvê-lo. E o pensamento, como se pode observar, é sempre reação do velho; portanto, nunca é novo, e o problema, entretanto, é sempre novo. Traduzimos o novo, o problema, em termos de pensamento, mas o pensamento é velho (…) (A Essência da Maturidade, pág. 12)

    (…) Como é possível descobrirdes o que é novo, com a carga do que é velho? É só pelo desaparecimento dessa carga que se descobre o novo. Assim, pois, para descobrir o novo, o eterno (…), necessita-se de uma mente extraordinariamente alerta, (…) que não vise a um resultado (…) não interessada em “vir-a-ser”. (…) (O Que te fará Feliz, pág. 129)

    A palavra “apegar-se” significa pegar, agarrar, ter a sensação de que você pertence a alguém e de que alguém pertence a você. Cultivar o desapego dá origem à falta de afeição, à frieza, (…) desenvolve o sentimento oposto (…) O desapego é um não-fato, enquanto o apego é um fato. (…) Quando há apego, cultivar o desapego e um movimento rumo à ilusão e você se torna frio, duro (…) (Perguntas e Respostas, pág. 120)

    Se estamos cônscios de que estamos apegados, vemos todas as conseqüências desse apego - ansiedade, falta de liberdade, ciúme, ira, ódio. No apego há também uma sensação de segurança (…) E, assim, há o possuidor e o possuído (…) Estou apegado a você do fundo de minha solidão e esse apego (…) diz: “Eu amo você” (…) (Idem, pág. 121)

    Você pode estar apegado a uma experiência, a um incidente, uma grande sensação de orgulho, (…) de poder, (…), de segurança (…) Se você percebe tudo isso, sem que ninguém lho diga, sem nenhum motivo, (…) então você verá que o insight revela a coisa toda como num mapa. Havendo esse insight, a coisa desaparece completamente e você não está mais apegado. (Idem, pág. 121)

    Por que somos tão apegados a alguma coisa, nossos haveres, pessoas, idéias, crenças? (…) Não há um sentimento de temor, se não estamos apegados a alguma coisa? Se não estou apegado a meu amigo, a uma idéia, uma experiência, um filho, irmão, mãe, esposa morta? (…) (Transformação Fundamental, pág. 14-15)

    Vede, (…) eu sou apegado; meu apego resulta de temor, de variadas formas de solidão, de vazio, etc. (…) Quando a mente está assim vigilante, cônscia, pode então perceber o inteiro significado do apego. Mas, não se pode discernir todo o significado interior do apego, se há qualquer forma de condenação, comparação, julgamento, avaliação. (Idem, pág. 15)

    (…) O sexo, a bebida, a fama, a idolatria, com toda a sua complexidade; o desejo de autopreenchimento seguido da inevitável ambição e frustração; busca de Deus, da imortalidade. Todas essas formas de íntimas exigências geram o apego, que é a origem do medo, do sofrimento e da dor da solidão. (…) (Diário de Krishnamurti, pág. 65)

    É possível liberta-se do “eu”? (…) Em outras palavras: é possível ser totalmente livre de apegos - o que é um dos atributos, uma das qualidades do “eu”? As pessoas são apegadas à própria reputação, ao próprio nome, às próprias experiências. (…) Se você quer realmente libertar-se do “eu”; isso significa ausência de laços; o que não quer dizer que você se torne desinteressado, indiferente, insensível (…) (Perguntas e Respostas, pág. 11)

    Nosso problema, pois, consiste em libertar a mente dessa atividade egocêntrica, não só no nível das relações sociais, mas também no nível psicológico. É essa atividade do “eu” que está causando males e sofrimentos, tanto em nossas vidas individuais como em nossa existência como grupo e como nação. E só podemos pôr fim a tudo isso se compreendermos inteiramente o processo do nosso pensar. (…) (Claridade na Ação, pág. 46)

    São sutis as atividades de acumulação; a acumulação é afirmação do “eu”, tal como o é a imitação. Chegar a uma conclusão é levantar o indivíduo uma muralha ao redor de si mesmo (…) Uma mente oprimida pela acumulação é incapaz de acompanhar o célere movimento da vida, incapaz de uma vigilância profunda e flexível. (O Egoísmo e o Problema da Paz, pág. 249-250)

    Interiormente, psicologicamente, todo o processo da memória, que é acumulação de experiência, de conhecimentos, é um meio pelo qual o “eu”, o “ego”, pode achar segurança e perpetuar-se. (…) Pode haver, porém, preenchimento para o ego? (…) Certo, o “eu” é só uma idéia, não tem realidade.

    O “eu” que busca a prosperidade, riqueza, posição, prazer, o “eu” que está sempre evitando a dor, que se esforça (…) para aumentar, vir-a-ser - essa entidade não é mais do que uma idéia, um desejo que se identificou com dada forma de pensamento. (…) (Percepção Criadora, pág. 117)

    Nessas condições, a liberdade, ou a verdade, ou Deus, é o aliviar da mente, que é, ela própria, inteligência, do fardo da memória. Já vos expliquei o que entendo por memória, (…) a carga imposta à mente pela consciência do “eu” (…) A imortalidade não é a perpetuação dessa consciência do “eu”, mero resultado de um ambiente falso, mas a liberdade da mente aliviada do fardo da memória. (A Luta do Homem, pág. 64)

    Permiti-me (…) Não é certo que, por muitas de nossas ações, estimulamos, de maneira positiva, a expansão do “ego”? Nossa tradição, nossa educação, nosso condicionamento social, tudo isso sustenta (…) as atividades do “ego”. Essa atividade positiva pode assumir forma negativa: não ser coisa alguma. Nossa atuação é, pois, sempre uma atividade positiva ou negativa do “ego”. (…) (O Egoísmo e o Problema da Paz, pág. 188)

    O ansiar não é a raiz do “ego”? Como pode o pensamento, que se tornou o veículo da expansão pessoal, agir sem alimentar o “ego”, a causa do conflito e da dor? (…) Nutrimos o “ego” por muitas maneiras e, (…) devemos compreender o seu significado. (…) Servimo-nos da religião e da filosofia como instrumentos da expansão do “ego”; nossa estrutura social está baseada no engrandecimento do “ego” (…) (Idem, pág. 189-190)

    O esclarecimento, a compreensão do Real, não poderá vir nunca pela expansão do “ego”, por um esforço realizado pelo “ego” no sentido de crescer, vir-a-ser, alcançar algo (…) A consciência individual é produto da mente e a mente é resultado de condicionamento, de anseios, sendo, portanto, a sede do “ego”. Só depois de cessar a atividade do “ego”, da memória, apresenta-se um consciência totalmente diferente (…) Essa consciência, por mais que venha a expandir-se, prende-se ao tempo e por isso não se encontra nela o Atemporal. (O Egoísmo e o Problema da Paz, pág. 200)

    Nessas condições, essa atividade expansiva do “ego”, essa inteligência, por mais atenta, por mais capaz e diligente que seja, não pode ultrapassar a própria escuridão e alcançar a Realidade. Essa inteligência não pode, em tempo algum, resolver os seus conflitos e tribulações, porquanto estes resultam da atividade dela própria. É incapaz essa inteligência de descobrir a Verdade (…) (O Egoísmo e o Problema da Paz, pág. 259)

    (…) Quando observamos o que se passa em nossas vidas e no mundo, percebemos que a maioria de nós, por métodos sutis ou grosseiros, ocupamo-nos da expansão do “ego”. Almejamos expansão pessoal (…); para nós, a vida é um processo de contínua expansão do “ego”, por meio do poder, da riqueza, do ascetismo ou da prática da virtude (…) Estamos sempre a lutar dentro das grades do “ego” (…) (O Egoísmo e o Problema da Paz, pág. 186)

    (…) Estamos condicionados, mas pode o pensamento ultrapassar as próprias limitações? Só o pode se estivermos cônscios de nosso condicionamento. Desenvolvemos certa qualidade de inteligência, em nossa atividade de expansão pessoal: com a nossa avidez, (…) o nosso instinto aquisitivo, (…) os nossos conflitos e penas; criamos uma inteligência voltada à proteção e à expansão do “ego”. Pode essa inteligência compreender o Real, o único capaz de resolver todos os nossos problemas? (O Egoísmo e o Problema da Paz, pág. 201)

    O que é conhecido não é o Real. Nosso pensamento está ocupado numa constante busca de segurança, de certeza. A inteligência que promove a expansão do “ego” busca, por força de sua própria natureza, um refúgio, seja pela negação seja pela afirmação. (…) (O Egoísmo e o Problema da Paz, pág. 264)

    (…) O essencial é sabermos se essa inteligência que foi cultivada na expansão do “eu”, é capaz de perceber ou descobrir a verdade; ou existirá outra espécie de atividade, (…) de percepção capaz de receber a verdade? Para descobrir a verdade, é necessário estarmos livres da inteligência que está ligada à expansão do “ego”, porquanto esta é sempre circunscritiva, sempre limitante. (O Egoísmo e o Problema da Paz, pág. 201)

    Acreditamos que, acumulando conhecimentos e experiências, estaremos capacitados para compreender a vida com todas as seu lutas complexas. (…) Com essa carga do passado, não nos é possível ver as coisas diretamente; (…) Nunca enfrentamos coisa alguma de maneira nova, mas sempre em conformidade com o “velho” (…) (Percepção Criadora, pág. 100)

    (…) Nosso pensamento-sentimento está colhido no processo horizontal do “vir-a-ser”; o que vem a ser está sempre acumulando, sempre adquirindo, sempre sempre a expandir-se. O “ego”, o que vem a ser, o criador do tempo, jamais pode conhecer o Atemporal. O ego (…) é a causa do conflito e do sofrimento. (O Egoísmo e o Problema da Paz, pág. 176)

    (…) Nós acumulamos as lembranças psicológicas e a elas nos apegamos, dando assim continuidade ao “ego”; conseqüentemente, o ” ego”, o passado, cresce continuamente, pois está sempre acrescentando algo a si próprio. E essa memória cumulativa, o “ego”, que cumpre desaparecer;(…) enquanto a pensamento-sentimento continuar a vir-a-ser não poderá conhecer a bem-aventurança do Real. (…) (Idem, pág. 179)

    Identicamente, acumulamos conhecimentos na esperança de que nossa pequenina mente será ampliada e sua superficialidade superada, graças à acumulação cada vez maior de erudição e saber. Mas pode o saber libertar a mente (…)? O saber, pois, se torna um obstáculo, em vez de ser um “processo” libertador. (Viver sem Temor, pág. 52) Se deseja um indivíduo compreender um problema vital, não deve pôr à margem as sua tendências, preconceitos, temores e esperanças, o seu condicionamento, e ficar vigilante, simples e diretamente? (…) Essa auto-revelação é de grande importância, porquanto nos desvendará o processo de nossos pensamentos-sentimentos. Devemos penetrar profundamente em nós mesmos, para acharmos a verdade” (…) (O Egoísmo e o Problema da Paz, pág. 200-201)

    (…) Você diz que o instrumento se aperfeiçoa por meio do pensamento. Para mim o enfoque tradicional de aperfeiçoar o instrumento pelo ato de pensar e assim ir mais além do pensamento, e o ato de cultivar a inteligência e ir mais além do tempo, tudo isso continua na área do pensamento. (…) Portanto, nesse mesmo pensamento está o pensador. (…) (Tradición y Revolución, pág. 36)

    (…) Se aprendo com o fim de adquirir conhecimentos com base nos quais vou atuar, essa ação se torna mecânica. Porém, quando aprendo sem acumular - o que significa perceber, escutar sem adquirir - a mente está sempre vazia (…) (Tradición y Revolución, pág. 48)

    Pode a mente vazia estar alguma vez condicionada, e, se é assim, por que se condiciona? Uma mente que na verdade está escutando, pode alguma vez ser condicionada? Sempre está aprendendo, sempre se acha em movimento. (…) Esse movimento não pode ter um começo e um fim. É algo vivo, jamais condicionado. Uma mente que adquire conhecimento para funcionar é uma mente condicionada por seu próprio conhecimento. (Idem, pág. 48)

    E o que nós dizemos é por completo diferente; dizemos que esse condicionamento pode ser totalmente erradicado para que o homem seja livre. (…) Vamos ver se esse condicionamento - que está tão profundamente enraizado nos esconderijos da mente, e que também está ativo na superfície - pode ser compreendido de tal modo que o homem se liberte de toda dor e ansiedade. (La Llama de la Atención, pág. 82)

    Como quase todos nós estamos inconscientes do nosso condicionamento, não é essencial, antes de tudo, que nos tornemos cônscios dele? (…) Ora, é óbvio que são justamente essas crenças e dogmas que criam inimizade entre os homens (…) (Viver sem Temor, pág. 23)

    (…) O libertarmo-nos de todo condicionamento não significa procurarmos um condicionamento melhor. Acho que essa é a parte essencial da questão, porque só quando a mente não está condicionada é ela capaz de resolver o problema do viver, como um processo total e não apenas num dado nível, num segmento da existência. (Idem, pág. 24)

    Vendo-nos condicionados, inventamos um agente divino que, como piamente acreditamos, irá libertar-nos desse estado mecânico. (…) Assim, sentindo-nos incapazes de nos descondicionarmos neste mundo, (…) pensamos que a liberdade se encontra no céu, em Moksha, no Nirvana. (…)

    Atualmente os psicólogos estão também lutando para resolver este problema - e condicionam-nos mais ainda. Assim, os especialistas religiosos nos condicionaram, a ordem social nos condicionou, a família (…) nos condicionou. Tudo isso é passado, que constitui todas as camadas claras e ocultas da mente (…) (A Luz que não se Apaga, pág. 120-130)

    (…) E podemos conhecer nosso condicionamento, nossas limitações, nosso background, sem procurar forçá-lo ou analisá-lo, sublimá-lo ou reprimi-lo? Pois tal processo implica a entidade que observa e se separa da coisa observada (…) Enquanto houver observador e coisa observada, o condicionamento tem de continuar. Por mais que o observador, o pensador, o censor, lute para livrar-se de seu condicionamento, continuará preso nesse condicionamento, uma vez que a divisão entre “pensador” e “pensamento”, “experimentador” e “experiência”, é o próprio fator que perpetua o condicionamento; (…) (Realização sem Esforço, pág. 42)

    Todos estamos condicionados - como ingleses, russos, hinduístas, cristãos, budistas (…) Somos moldados pela sociedade, pelo ambiente; nós somos o ambiente. (…) A totalidade do condicionamento da mente é o “conhecido”, e esse condicionamento pode ser quebrado, mas não por meio de análise. Só pode ser quebrado quando considerado de maneira negativa, e essa maneira negativa não é oposto da positiva. (…) (O Homem e seus Desejos em Conflito, 1ª ed., pág. 93)


      Data/hora atual: Qua Nov 22, 2017 11:30 am